Assembleia aprova voto de repúdio à direção do Trauma de Campina Grande por demissão de enfermeira

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A mesa-diretora da Assembleia Legislativa incorporou requerimento de um voto de repúdio apresentado pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, Frei Anastácio (PT), à direção do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, pela exoneração da enfermeira Priscila Guedes,e mais três colegas, devido a um vídeo que circulou nas redes sociais em que ela aparece dançando, no espaço destinado ao repouso, no hospital. No requerimento, o parlamentar pede o retorno da enfermeira às suas funções.

O presidente da Assembleia, Adriano Galdino, disse que era dever de todos os deputados subscreverem o requerimento apresentado por Frei Anastácio, que será enviado  à direção do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande e para a Secretaria de Saúde do estado,solicitando o retorno dos profissionais de enfermagem às suas funções.Os deputados Edmilson Soares e Branco Mendes apartearam o deputado Frei Anastácio para apoiar o requerimento.

Segundo Frei Anastácio,Priscila estava no repouso do hospital, num momento de descontração em meio a tanta carga de trabalho da enfermagem que exerce um trabalho de grande importância junto aos pacientes. ” Pelo que se ver nas imagens, não há nada que deponha contra o Hospital, nem tampouco contra o exercício da profissão de enfermagem”, argumentou o deputado.

Além da enfermeira, outros três profissionais também foram demitidos pela direção, sob alegação de “Conduta indevida no local no trabalho” segundo declarações nos portais do Estado. Segundo a unidade de saúde, os profissionais eram prestadores de serviço do local, contratados sem concurso público por “excepcional interesse público”.

Frei Anastácio argumentou que diante de tanta violência que se comete contra as mulheres, no mês dedicado às elas, “não podemos aceitar tamanho desacato,  a um ato que não denota nenhum crime nem  comprometimento do hospital, nem dos pacientes”, criticou e completou dizendo que atos muito mais graves já ocorreram naquela unidade e que não houve tanto rigor na punição. “Lembro das agressões físicas dos seguranças do Trauma de Campina Grande, à um cadeirante e seus acompanhantes que buscava atendimento, além de um médico brincando em uma cadeira giratória em horário de expediente e que apenas recebeu uma advertência”, lembrou o parlamentar.

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