Assembleia Legislativa aprova título de cidadão paraibano para delegado da Polícia Civil

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O delegado da Polícia Civil, o paulista Állan Murilo Barbosa Terruél receberá o Título de Cidadão Paraibano no segundo semestre deste ano. O projeto de lei que concede o título foi aprovado pela Assembleia Legislativa, na última sessão antes do recesso. A propositura é do deputado estadual Frei Anastácio. “Esse delegado já fez muito pela sociedade paraibana e merece esse título de cidadão. Ele já era um cidadão paraibano de coração rubro-negro, com a palavra Nego ao meio, faltava apenas oficializar essa naturalidade”, disse o deputado.

O parlamentar destaca que delegado Állan Terruél iniciou sua carreira como delegado da Polícia Civil da Paraíba, em 2006. “Durante esses 12 anos de atuação, ele já assumiu várias delegacias, além do Goe – Grupo de Operações Táticas Especiais -, e recentemente assumiu outra difícil missão que é comandar a Delegacia  Especializada de Combate ao Crime Organizado em Nosso Estado”, relatou.

O deputado destaca que em todos os cargos e funções que ocupou, Terruél mostrou total empenho, dedicação e amor na defesa da sociedade paraibana sempre colhendo ótimos resultados de seu trabalho árduo e perigoso. “Além de assumir sua profissão de corpo e alma, ele também incorporou a nossa cultura, costumes e um grande amor pela terra. Isso, por si só, já torna Állan Murilo Barbosa Terruél um cidadão paraibano”, destacou.

Quem é Terruél

Állan Murilo Barbosa Terruél é filho da professora Maria Aparecida Barbosa Terruél e Elpidio Sanches Terruél,analista econômico financeiro. Natural de Votuporanga, Estado de São Paulo, nascido no dia 02 de junho de 1975. Ele é Bacharel em Direto e Pós-graduado, com Especialização em Direito Penal e Processual Penal e Gestão Estratégica de Segurança Pública; Iniciou sua carreira em 08 de março de 2006 como Delegacia Municipal de Sapé, na Paraíba. Após dois anos (ano de 2008) assumiu a Comarca de Sapé com abrangência dos municípios de Sobrado-PB e Riachão do Poço-PB. No ano de 2008/2009, desenvolveu o trabalho de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes denominada Operação de Sapé, que culminou com indiciamentos e condenações de secretários municipais, empresários, advogados, vereadores (incluindo-se o então Presidente da Câmara).

A Operação Sapé, com repercussão em âmbito nacional, fundamentou as ações do Ministério Público do Trabalho Paraibano responsabilizando e condenando por trabalho escravo todos os envolvidos no escândalo sexual. A Justiça do Trabalho teve como “leading case” o estudo da Operação Sapé cuja tese é atualmente utilizada pelos tribunais superiores culminando em condenações indenizatórias.

No ano de 2009, foi iniciado o estudo de ações traficantes com repercussão na cidade de Sapé sendo concluído e detonada no ano de 2010 a Operação Quark, trabalho que em menos de 48h responsabilizou e prendou 56 pessoas. Todas as instituições de seguranças, numa verdadeira força tarefa, mapearam o tráfico de drogas iniciado das fronteiras do país até a cidade de Sapé passando pela região metropolitana da Capital e diversas cidades do Brejo e região da Borborema. Até hoje considerada umas das maiores operações de combate ao tráfico de drogas da Polícia Civil Paraibana.

Permaneceu como Delegado da Delegacia de Homicídios da Capital por 10 meses, sendo responsável pelos inquéritos que apuravam diversos crimes que ganharam repercussão: Prisão em Flagrante de jovens responsáveis pela chacina do Areal nesta capital; Prisão do assassino de Vanessa Maria de Oliveira – jovem encontrada morta do lado da igreja do Tabernáculo, em João Pessoa, em estado putrefato; Prisão dos responsáveis pela morte do vendedor Varejista Anderson Araruna; Entre diversas outras ações como Delegado de combate à Homicídios.

Delegacia de Repressão a Entorpecentes

Em 2011, assumiu a Delegacia de Repressão a Entorpecentes e desenvolveu dezenas de operações policiais sendo decisivas as atuações no controle da violência desordenada de alguns Bairros da Capital: Operação Fireware (controlando ataques incendiários a ônibus na região metropolitana); Operação Narcóticos (responsabilizando traficantes líderes de a facção paraibana); Operação Seals (responsabilizando traficantes líderes regionais de uma facção de atuação nacional).

Entre os trabalhos destaca-se: Operação São José com a apreensão de drogas e nove armas de fogo interrompendo o ciclo de mortes diárias da localidade.Operação Nuclear culminando com a apreensão de 1.580 Kg de Maconha pronta para venda na região metropolitana.

Em 2015, assumiu o Grupo de Operações Especiais – GOE sendo responsável por conduzir investigações especiais exclusivamente requisitadas pelo Secretário de Segurança e pelo Delegado Geral de Polícia Civil: Entre os destaques: operação Bayeux – apreendendo drogas e armas de fogo alugadas para prática de assaltos e roubos na região metropolitana;

Delegacia de Combate ao Crime Organizado

No mês de abril de 2018 foi convocado para dar início a instalação e funcionamento da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado – DECCOR. A DECCOR iniciou seus trabalhos no dia 11 de junho de 2018, na Central de Polícia Civil, com quatro investigadores e um escrivão. Toda a Delegacia foi desenvolvida com apoio da Delegacia Geral de Polícia Civil com participação e acompanhamento do Ministério Público Estadual. A Deccor deverá trabalhar em parceria com o Gaeco no combate à corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos.

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