Assentadas paraibanas buscam alternativa de renda para enfrentar estiagem

Um grupo de sete mulheres do assentamento Vitória, localizado na Zona Rural de Campina Grande, a 121 quilômetros da capital paraibana, João Pessoa, região da Borborema, encontrou na produção de bolos uma boa forma de complementar a renda familiar no período de estiagem.

Elas planejam produzir e vender, por mês, 1,2 mil bolos na região. Cada bolo, com mais de um quilo, é vendido a R$ 7,00, o que irá representará uma renda de aproximadamente R$ 8,4 mil para o grupo.

Na manhã de quinta-feira (5), elas começaram a primeira produção destinada à comercialização em feiras, mercadinhos e supermercados da região de Campina Grande. O objetivo é buscar uma alternativa de renda não agrícola para enfrentar as dificuldades do período de estiagem, que castiga o semiárido.

A produção dos bolos está sendo realizada na Unidade Demonstrativa, que fica na sede do assentamento Vitória, um dos 34 que recebem assistência técnica da COONAP (Cooperativa de Trabalho Múltiplo e Apoio às Organizações de Autopromoção), em parceria com a ATES/INCRA do Estado.

A iniciativa das assentadas surgiu depois que elas participaram de uma oficina sobre geração de renda. O grupo está fazendo quatro tipos diferentes de bolos e já planeja entrar na produção de doces, sempre utilizando matéria-prima da região.

Para o superintendente do Incra, Cleofas Caju, essa iniciativa representa uma renda nova no assentamento, que irá contribuir bastante na qualidade de vida das famílias. É uma ação que serve também de exemplo para outros assentamentos”, disse Caju.

Segundo o deputado Frei Anastácio, esse é epenas um dos muitos exemplos de grupos de mulheres  assentadas que estão gerando renda.  “Existem ainda muitos outros grupos que já produzem bolos e doces e vendem para o Programa de Aquisição de Alimentos do Governo federal,o PAA. Isso demonstra a boa capacidade  de produção que existe nos assentamentos da reforma agrária em nosso estado”, disse o deputado.

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