Assentados do Sertão paraibano aprimoram técnicas de piscicultura

Piscicultura - Visita à Empasa - Assentados do PA Nova Conquista II, em Condado

Piscicultura – Visita à Empasa – Assentados do PA Nova Conquista II, em Condado

Agricultores do Assentamento Nova Conquista II, em Condado, no Sertão paraibano,  visitaram, na última semana, a Estação de Piscicultura da Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa), localizada no município de Itaporanga, também no Sertão, para receberem orientações sobre piscicultura.

Os seis assentados foram acompanhados pelo médico veterinário José Adriano Gomes da Costa e pelo técnico agropecuário Gabriel Montenegro, da Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos da Reforma Agrária (Cooptera), entidade que presta assistência técnica ao assentamento através do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba.

            Durante a visita, os assentados conheceram as técnicas de seleção de alevinos, de sexagem (seleção manual dos sexos dos peixes), alimentação, reprodução, manejo e controle da qualidade da água do reservatório.

            “É fundamental ampliar o conhecimento dos assentados para que as técnicas de piscicultura sejam utilizadas de forma correta, resultando em um aumento na produtividade e na qualidade dos peixes produzidos”, afirmou José Adriano da Costa.

Criação intensiva de peixes

            A criação intensiva de tilápias no Assentamento Nova Conquista II, distante 340 km de João Pessoa, foi iniciada no segundo semestre de 2012, quando foram introduzidos mil alevinos em dois tanques-rede instalados no açude coletivo do assentamento. A aquisição dos animais, dos tanques-rede e da ração foi feita com recursos destinados à implantação da Unidade Demonstrativa de Piscicultura do Assentamento Nova Conquista II pela Cooptera.

            Os 800 kg de tilápia da primeira despescagem, realizada no último mês de agosto, foram comercializados na feira livre do município de Condado e entre as famílias do assentamento.

            De acordo com José Adriano da Costa, a renda obtida com a venda dos peixes será revertida para a compra de ração e ainda para a aquisição de pelo menos dois tanques-rede, que devem receber, no início de 2014, outros mil alevinos através de doação da Empasa.

            “A piscicultura é uma ótima alternativa de renda para as famílias assentadas no Sertão. Além de ser uma atividade bastante rentável, devido à grande produtividade, é de fácil manejo e garante outra fonte de alimentação para os agricultores”, explicou o veterinário.

 Tanques-rede

            Segundo a Associação Brasileira de Piscicultores e Pesqueiros (Abrappesq), tanques-rede ou gaiolas são estruturas flutuantes para o confinamento de peixes constituídas, basicamente, por elementos flutuadores, como galões, canos de PVC ou peças de isopor, que sustentam reservatórios submersos na água confeccionados com redes em náilon, plásticos perfurados, arames galvanizados revestidos com PVC ou ainda telas rígidas.

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