Audiência pública sobre contas de RC volta a ser tema debate na Assembleia

A audiência pública, marcada para o dia 14 deste mês, com objetivo de discutir as contas do governador Ricardo Coutinho, referentes a 2011, voltou a ser tema de bate na Assembleia Legislativa nesta terça-feira.  O deputado Frei Anastácio disse que não se deve olhar para trás, em relação as contas dos ex-governadores, como deputados da situação estão querendo.

“O que está em pauta são as contas do atual governo. Como relator do processo das contas, considero essa audiência muito importante”, disse o deputado.

Para Anastácio, as comparações das contas passadas, não contribuem para o debate atual, já que não se tem o que fazer. O momento é para debater os pontos conflitantes do relator do Tribunal de Contas do Estado, (TCE), e do voto dos outros conselheiros. “Ficou claro que os auditores encontraram pontos divergentes da legislação, citados no relatório do relator conselheiro Humberto Porto, mas que o colegiado votou pela aprovação, mesmo assim. Precisamos dos secretários e do governador para que sejam esclarecidas de vez essas questões”, explicou Anastácio.

O relator das contas ressaltou que o parecer prévio foi elaborado tanto no mérito, quanto nos quesitos técnicos, mas que a audiência pública será importante, tanto para os secretários e para o próprio governador. “Esperamos que os representantes do governo expliquem as distorções apontadas pelo relatório do TCE”, destacou.

Voto de pesarBalduído

Frei Anastácio também apresentou voto de pesar pelo falecimento de Dom Tomás Balduíno, bispo emérito da Cidade de Goiás e fundador da Comissão Pastoral da Terra. “A comissão pastoral da terra e todos os trabalhadores e trabalhadoras que lutam pela reforma agrária estão de luto com a perda de Dom Tomás Balduíno”, lamentou.

O Bispo foi nomeado superior da missão dos dominicanos da Prelazia de Conceição do Araguaia (Pará), onde começou a conviver com a realidade de indígenas e camponeses. Na época, a Pastoral da Prelazia acompanhava sete comunidades indígenas. Ainda teve papel importante na criação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra, em 1975. Foi presidente do Cimi, de 1980 a 1984, e presidente da CPT, de 1999 a 2005.

Dom Tomás Balduíno, de 91 anos, morreu às 23h30 de sexta-feira (2) no Hospital Neurológico, em Goiânia. Internado na unidade de saúde desde o dia 25, ele não resistiu a uma tromboembolia pulmonar. “A morte de Dom Tomaz, o bispo da reforma agrária, deixa um grande vazio na luta e na vida das comunidades que com ele estiveram na defesa dos humildes deste país”, disse o deputado.

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