Frei entrevitaO presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, Frei Anastácio (PT) manifestou apoio, hoje (31), na tribuna da Assembleia Legislativa, em defesa dos direitos das mulheres e contra a violência e a cultura do estupro. “Estamos disponibilizando a Comissão para apoiar e assessorar qualquer pessoa que precise ser ouvida para denunciar violência contra as mulheres”, anunciou o parlamentar.

Frei Anastácio disse que a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, está pronta para envidar  esforços para o combate a violência contra a mulher, e lembrou que o caso do estupro coletivo no Rio de Janeiro, infelizmente não é exclusivo daquele Estado.

O município de Queimadas, por exemplo, ainda sofre com a repercussão triste do estupro coletivo e assassinato de duas mulheres, em 2012, além do assassinato de Ana Alice, no mesmo ano. “Não estamos tão distante do caso do Rio de Janeiro, infelizmente. A Paraíba amarga 556 estupros nos últimos cinco anos, e o pior é que 65% das vítimas são crianças e adolescentes”, frisou o deputado. João Pessoa concentra a maioria dos casos seguida por Campina Grande, Bayeux, Patos, Queimadas, Sousa, Guarabira, Cabedelo e Dona Inês, segundo o Centro da Mulher Oito de Março.

Segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), a cada 11 minutos, uma pessoa é estuprada, mas apenas 10% das vítimas denunciam os casos por medo ou por vergonha. O Superior Tribunal de Justiça informa que todo o processo ocorre em segredo de justiça e que o testemunho da vítima tem grande relevância, já que a maioria dos estupros não há testemunhas. “A mulher precisa saber que a palavra da vítima tem muito valor, e a palavra de vocês que saem às ruas para denunciar a violência é que está fazendo com que esses números não sejam maiores. Se não fosse toda essa luta do movimento das mulheres, a situação seria bem pior”, destacou Frei Anastácio.

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