Deputado critica políticos que eram contra transposição do Rio São Francisco e estão posando como donos a obra

O deputado estadual Frei Anastácio (PT-PB) criticou, no plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba,a forma como o governo Temer e o Senador Cássio Cunha Lima estão se referindo às obras de transposição do Rio são Francisco. “Eles estão se colocando como os grandes autores dessa obra que na verdade começou no governo Lula, prosseguiu no governo Dilma e quando os golpistas assumiram estava em mais de 90% concluída. Estão fazendo festa com o “ chapéu alheio”, alfinetou o deputado

Segundo o parlamentar, até campanhas nas redes sociais estão sendo feitas para acelerar a conclusão da obra por parte do Partido Democratas, aliado do governo Temer. O petista também citou que o jornalista Tião Lucena relembrou a declaração do senador Cássio Cunha Lima, quando era superintendente da SUDENE, se posicionando contra a obra porque era muito cara e inviável, na opinião dele. “Isso foi divulgado no Blog do Jornalista Tião Lucena, que infelizmente leu do senador, Cássio Cunha Lima, palavras de baixo calão em um grupo de mensagens”, frisou Frei Anastácio.

Em 2015, Frei Anastácio integrou a Caravana da CNBB que visitou todos os estágios da transposição do eixo norte. Ele lamentou que poucos políticos estiveram naquela ocasião e que, ainda hoje, muitos desconhecem a dimensão e a importância desta obra, especialmente para o povo nordestino que sofre com longas estiagens. Ele  disse que “muitos foram contra a obra, mas agora  os golpistas estão comemorando como se fosse uma ação deles”, criticou.

De acordo com o deputado,até foto já tiraram para postar em suas redes de comunicação, como se fosse uma tentativa de apagar da memória da população quem são os verdadeiros concretizadores dessa magnífica obra, “mas esses que criticaram no passado, hoje comemoram e só tem um nome para isso: Oportunismo barato”, ressaltou o parlamentar.

Transposição

A obra da transposição foi idealizada por Dom Pedro II, como solução para longas estiagens, mas que só no governo Lula, é que começou a sair do papel. Paralelo ao projeto, foram desenvolvidos 48 projetos socioambientais, como vilas rurais, salvamento e recuperação de animais silvestres, além de expansão de canais para irrigação e abastecimento de água é vários municípios do Estado. “Para mim, isso é resultado de muito trabalho do governo desde seu planejamento até os 94%. É uma obra para o povo, feita por um homem do povo e que não é nem de A nem B, é do povo”, concluiu.

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