Deputado diz que aumento de 41% para Judiciário faz parte de acordo para tirar Dilma do poder

Frei na tribuna

“O governo interino começou a pagar o preço do golpe do impeachment com o aumento salarial de 41% ao judiciário.” A declaração foi feita hoje (7), na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba, pelo deputado estadual Frei Anastácio (PT). “Como é que o país está quebrado, como dizem os golpistas, e o governo onera a folha de pagamento em R$ 50 bilhões”, indagou o deputado.

Segundo o parlamentar, esse foi o preço combinado entre os golpistas e o judiciário para tirar Dilma do Poder. “Por que não pediram a prisão de Eduardo Cunha, Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros antes que fosse retirado da gaveta o pedido de impeachment da presidente Dilma”, ressaltou o deputado, acrescentando que se isso tivesse sido feito não teria havido impedimento da presidente da República.

O deputado disse que a prova maior desse pagamento, é o fato do presidente interino dizer que o país está quebrado e conceder aumento salarial que irá onerar as despesas com pessoal em R$ 50 bilhões, em quatro anos. “É um verdadeiro absurdo o que estão fazendo. Esse aumento foi aprovado pela Câmara dos Deputados, sem discussão, em meio a outras matérias e quase passou despercebido. Tudo orquestrado pelos golpistas que já tinham tudo planejado. A grande mídia golpista nem fala sobre o aumento”, disse o deputado.

De acordo com o parlamentar, como se não bastasse esses desmandos no orçamento, cortaram os direitos da presidenta Dilma de utilizar o que lhe foi legitimamente dado pelo povo de usar o avião presidencial. “Que eu saiba, ela foi afastada, mas continua presidente deste país. Mas isso é parte do golpe”, ressaltou.

Senado que apressar votação

O deputado também criticou os trabalhos no Senado para a votação final do Impeachment. “Tudo está sendo feito de forma atropelada, dando apenas 10 minutos para a defesa da presidente se posicionar sobre 80 requerimentos. Claro que não há tempo hábil para isso e ainda foi negado o pedido de se afastar o relator do processo, já que ele é do mesmo partido do autor do pedido de impeachment. Ou seja, um integrante da quadrilha é quem será o relator que julgará a presidente. Isso, levando em consideração que as pedaladas fiscais praticadas pelo próprio relator Anastasia também fez quando governador de Minas Gerais nos anos de 2012, 2013 e 2014. Portanto, o rei das pedaladas é o relatos”, disse o deputado.

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