Deputado diz que evitou tragédia em acampamento de sem terra

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) disse hoje (8), na tribuna da Assembleia, que o clima de tensão vivido no acampamento Wanderley Caixe, em Caaporã, sábado (5), poderia ter se transformado numa tragédia. “Se não fosse a minha intervenção e a do superintendente do Incra, Cleofas Caju, poderia ter havido morte no acampamento”, disse Frei Anastácio.

Segundo Frei Anastácio, os trabalhadores estavam muito revoltados com a invasão dos três policiais pernambucanos ao acampamento. “Na verdade os três estavam ali, usando a prerrogativa de militar, mas atuavam como capangas a serviço do latifúndio. Tratava-se do terceiro sargento Maxwell Aurélio do Nascimento e dos soldados Eliades Carvalho Santiago e Jeferson Paulo Barbosa. O Maxwell é apontado como sendo do grupo de extermínio que atua na fronteira da Paraíba com Pernambuco”, disse Frei Anastácio.

Segundo Frei Anastácio, o sargento Maxwell é dono de uma empresa de vigilância clandestina, ou seja, uma milícia contratada pela usina maravilha. “Eles usam as armas da PM de Pernambuco para fazer o trabalho da milícia, como foi o caso do acampamento”, enfatizou.

Os policiais, segundo o deputado, já estavam há dias, rodando o acampamento, apontando armas para a cabeça dos trabalhadores, pedindo identificação e rasgando documentos das famílias. E no sábado foram mais além, ao entrarem no acampamento procurando os líderes do movimento.

O parlamentar informou que o Incra está pedindo que o fato seja apurado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, através da Ouvidoria Agrária, e pelo Ministério da Justiça. “Eu vou continuar acompanhando tudo de perto. São 1.300 famílias que estão no acampamento sem causar mal a ninguém. Querem apenas terra para trabalhar. Naquela área existem nove mil hectares de terras improdutivas da massa falida da usina Maravilha. O Incra já tomou todas as providências necessárias e o caso está caminhando”, disse Frei Anastácio.

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