Deputado diz que João Pessoa vive toque de recolher, por causa da violência

“A cidade de João Pessoa está vivendo um toque de recolher, forçado, na rede de postos de combustíveis em consequência da violência. É isso que está acontecendo com a decisão dos postos fecharem às 18h, por causa dos assaltos”. A afirmação é do deputado estadual Frei Anastácio (PT). Ele disse que isso nunca foi visto na história da capital paraibana.

“De acordo com denúncia veiculada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), só na noite de terça-feira (20), foram assaltados 10 estabelecimentos. Um ranking divulgado pela CNN, baseado em estudos de uma ONG mexicana, revelou que João Pessoa, em dois anos, passou do 29º lugar para a 10ª cidade mais violenta do mundo, com uma taxa de 71,59 assassinatos por grupos de 100 mil habitantes”, disse o deputado.

O parlamentar alertou que, na verdade, o estado chegou a um ponto que a confiança da população, em relação à segurança, foi estrangulada. “A população está vivendo com medo, assustada com os números assustadores da violência. Nos 90 postos de combustíveis da região de João Pessoa, são registrados cerca de 20 assaltos por semana. E os donos de postos, sem ter a quem recorrer, foram forçados a se renderem ao medo. A se humilhar diante de uma situação que chegou ao extremo”, relatou.

O deputado disse que o povo vive num estado que tem metade do número de policiais de que precisa. “Temos cerca de oito mil policiais e, segundo os próprios órgãos de segurança, seria necessário o dobro para termos uma segurança melhor. Vivemos num estado que, dia a dia, ganha destaque nacional, pela colocação nos números da violência”, lamentou que durante a campanha o então candidato Ricardo Coutinho prometeu resolver o problema da violência em poucos meses. “Mas, o que vemos é o contrário: a violência aumentou em todos os níveis e em todas as áreas. E os dados da violência são distorcidos pela Secretaria de Segurança. Há insegurança na cidade e na zona rural. Há explosão de bancos quase todas as semanas. Mas, na linguagem do governo a Paraíba vive num mar de rosas”, disse.

O petista afirmou ainda que é preciso, primeiro que o governo do estado seja humilde para admitir que a segurança na Paraíba está um desastre. “Depois é preciso elaborar um plano de segurança que possa ter metas a serem alcançadas, em vez de ações pontuais. E não adianta dizer que os postos são assaltados porque não investem em segurança. Os assaltos estão ocorrendo porque a bandidagem está achando fácil praticar os delitos na Paraíba”, concluiu.

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