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O deputado federal Frei Anastácio (PT/) disse que o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual devem agir com rigor, para punir os organizadores das carreatas realizadas em João Pessoa, Campina Grande e todo o Brasil contra o isolamento social em consequência da pandemia do Coronavírus, classificadas pela população de “carreatas da morte”. “Além de não terem autorização para as carreatas, eles feriram a legislação brasileira e não podem ficar impunes”, disse o deputado.

O parlamentar enfatizou ainda que a própria população, que está em isolamento social, protestou contra a “carreata da morte”, em vários locais. “Sabemos que o país está sofrendo com a paralisação das atividades e a economia sofre com isso. E se a economia parar por causa das muitas possíveis mortes, não será bem pior? Dessa forma, é preciso esperar mais um pouco. Se tudo voltar ao normal, como quer Bolsonaro, o Brasil poderá ser uma segunda Itália. Não queremos isso para o nosso estado, nem para o país. Os exemplos estão aí para serem seguidos”, disse o deputado.

O parlamentar disse que o povo brasileiro não assimilou a irresponsabilidade de Bolsonaro, que classificou o Coronavírus de “resfriadinho”. “Quem foi às ruas, com raras exceções, foram os empresários que não querem parar de ganhar. Eles não estão preocupados com o povo, nem com os empregados. Eles estão preocupados é com os lucros. Por que não saíram às ruas a pé fazendo arminhas contra o vírus? Saíram nos seus carrões”, disse.

Punição para infratores

Frei Anastácio destacou ainda que na entrevista coletiva de hoje (28), o próprio Ministro da Saúde disse que o Brasil está entrando na fase pior da contaminação, e é preciso muita cautela. “Mais uma vez, ele foi à contramão de Bolsonaro que menospreza a pandemia. O ministro pediu até reza para que a situação não se agrave mais do que o previsto”, informou o deputado.

O deputado aponta que diante de todo esse quadro caótico, os organizadores das carreatas, em todo o Brasil, precisam ser punidos. “Foi um ato político e irresponsável para agradar as sandices do presidente Jair Bolsonaro, que faz tudo pensando já nas eleições de 2022”, afirmou.

“Esses que saíram às ruas devem ser punidos, através de ação penal pública, com base no artigo 267 do Código Penal, que prevê de 5 a 15 anos de prisão, por  causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos. Eles também devem ser enquadrados com base no Artigo 268 que diz respeito à infração de determinações do poder público. A pena prevista é detenção de um mês a um ano, incluindo pagamento de multa.

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