Deputado pede que Incra e Ministério Público investiguem situação da fazenda de bambu, em Alhandra

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) enviou ofícios ao Incra e ao Ministério Público Federal solicitando que seja realizado um levantamento sobre a situação legal das terras da fazenda Garapu, em Alhandra, que é explorada pelo grupo pernambucano, João Santos, que explora a área para plantar bambu destinado a fabricação de celulose. “Essas terras foram desapropriadas desde 1976 para reforma agrária e esse grupo utiliza a área para plantar bambu”, questiona o deputado.

Frei Anastácio está enviando os ofícios, depois que 500 famílias ocuparam a área e reivindicam que seja criado um novo assentamento da reforma agrária no local. “ Urgente que seja realizado um levantamento sobre a situação da documentação das terras da fazenda Garapu. Aquelas terras foram destinadas para famílias sem terra, e não para a indústria”, disse.

O deputado relata que aquelas terras, totalizando 10.200 hectares, foram desapropriadas através de decreto, em 1976. Uma área de cinco mil hectares foi destinada ao assentamento de 350 famílias. O grupo João Santos se fixou no restante das terras, 5.200 hectares, onde passou a plantar bambu, e não se sabe como isso aconteceu, uma vez que as terras foram destinadas à reforma agrária.

Recentemente, 500 famílias ocuparam a área e já estão plantando macaxeira e outras culturas. Elas encontraram a área totalmente abandonada, sem ninguém nas dependências do imóvel existente no local, nem tampouco qualquer trabalhador instalado nas terras. As famílias, que são todas formadas por filhos de assentados de cidades vizinhas reivindicam as terras para criação de um novo assentamento, de onde querem tirar o seu sustento.

“Como se encontra a situação legal daquelas terras? Será que esse grupo tem respaldo da justiça para explorar a área, que foi desapropriada para a reforma agrária? São algumas das indagações que precisam de respostas. Esperamos que o Ministério Público Federal e o Incra possam realizar essa investigação”, disse o deputado.

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