Deputado rebate críticas de que Dilma estaria articulando manifestações com entidades ligadas ao campo

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) rebateu hoje (06), na Assembleia Legislativa, as críticas de que movimentos sociais do campo estariam articulando manifestações com apoio da presidente Dilma. “Essa é mais uma acusação vazia dos que fazem oposição ao governo Dilma”, disse o deputado.

Frei Anastácio disse que é justamente o contrários, os movimentos sociais do campo estão fazendo cobranças à presidente da Dilma para acelerar a reforma agrária no Brasil. “Um dos frutos das reuniões foi a desapropriação de 21 áreas em 13 estados. Outras quatro áreas de quatro estados foram declaradas de interesse social para fins de desapropriação para regularização de terras remanescentes de quilombos”,destacou

Segundo Frei Anastácio, a assinatura dos decretos vai assegurar 34 mil hectares de terras para a reforma agrária e 21 mil hectares para a regularização de territórios quilombolas. Os atos beneficiarão 1.844 famílias, sendo 1.164 de trabalhadores rurais e 680 de descendentes de escravos.

“Os movimentos sociais do campo estão em seu papel de cobrar melhorias para o campo. Não é porque estão na base do governo que irão deixar de cobrar e dizer o que está certo, ou errado. Dessa forma, não cabe aos deputados federais e senadores de oposição ficarem com discursos vazios e mentirosos”, afirmou.

Frei Anastácio disse que os movimentos sociais do campo, a exemplo da CPT, MST e Via Campesina, irão realizar mais uma vez a programação do “abril vermelho” como acontece todos os anos. “É um movimento histórico que busca melhorias para o campo e tem conseguido grandes avanços. “Por tanto, não precisa do senhor Cássio Cunha Lima está preocupado com os movimentos sociais. Ele deve cuidar do mandato dele. Os movimentos sociais sabem muito bem o que querem”,disse.

 

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