Incra Pb1Trabalhadores rurais representantes de todas as áreas de conflitos de terra do estado e de assentamentos da reforma agrária, de todas as regiões da Paraíba, saíram insatisfeitos de uma audiência que tiveram nesta quarta-feira, (27), depois de tomarem conhecimento, através da própria superintendência do INCRA, que não há recursos financeiros para a reforma agrária, nem para assentamentos e tampouco existe ainda orçamento previsto para as atividades deste ano.

“O INCRA já sofreu muito com o desmonte feito pelo governo golpista Temer e o corte de recursos para a reforma agrária. Agora, com o governo Bolsonaro será muito pior. Os prejuízos com isso, serão diretos na vida dos assentados e na produção de alimentos”, disse o deputado federal Frei Anastácio que esteve presente na audiência realizada no Incra. Os trabalhadores foram recebidos pelo superintendente regional do Incra e diretores da autarquia.

Incra PB
Principais reivindicações

Mesmo diante de um quadro desanimador, os trabalhadores entregaram uma pauta de reivindicações ao superintendente, Rinaldo Maranhão. As reivindicações são relacionadas à
infraestrutura, recursos hídricos, desapropriação de terras, parcelamentos, vistorias de imóveis, construção e recuperação de moradias, assistência técnica, e, entre outras coisas, orçamento para conclusão do curso de Pedagogia do Campo em parceria com UFPB/CPT/INCRA. Na ocasião, foi protocolado um documento redigido e assinado por todos os representantes das comunidades e movimentos. A pauta foi elaborada em reunião organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), durante toda terça-feira (26), no Mosteiro de São Bento, em João Pessoa.

Segundo Frei Anastácio, depois de 30 dias os trabalhadores voltarão a se reunir com a direção do Incra para saber o que avançou em relação à pauta de reivindicações protocolada na superintendência do Incra. “Os trabalhadores não podem desistir de lutar. Teremos tempos difíceis, mas os agricultores estão preparados para continuar buscando dias melhores. Não iremos nos calar diante da falta de atenção do governo para com o homem do campo”, afirmou o deputado.

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