Feira agroecológica garante renda extra para famílias de assentamentos paraibanos

             A Feira Agroecológica da Reforma Agrária, promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), com apoio da Superintendência Regional do Incra na Paraíba e Prefeitura de João Pessoa e mandato do deputado Frei Anastacio, na praça de eventos Ponto de Cem Réis, na capital paraibana,João Pessoa, vem garantido uma renda extra de aproximadamente R$ 500, em cada edição,  no orçamento de cada uma das famílias participantes.

            A primeira edição da feira, este ano, foi realizada nesta terça (7) e contou com a presença de trinta famílias de oito assentamentos da reforma agrária e de dois acampamentos situados no Agreste, no Vale do Mamanguape e no Litoral Sul da Paraíba.

            Para o assentado Ivanilson Xavier da Silva, de 48 anos, do assentamento Boa Esperança, em Jacaraú, as feiras são importantes para manter uma grande produção de alimentos nos assentamentos. “Participar dessas feiras nos estimula a produzir e vender cada vez mais. Nunca deixamos de trabalhar porque a demanda é grande, além de garantirmos um complemento no orçamento para investir na família e na casa”, disse.

            Na primeira feira do ano, foram vendidas cerca de dez toneladas de alimentos sem agrotóxicos. Entre os produtos estão feijão, milho verde, tomate, pimentão, batata-doce, coentro, alface, cenoura, repolho, macaxeira, inhame, mamão, manga, além de mel, ovos, sucos e peças de artesanato.

            A próxima edição da feira será na primeira terça-feira, 04  de fevereiro, das 14h ás 19h,com participação dos assentamentos Novo Salvador (Jacaraú), Jardim (Curral de Cima), Boa Esperança (Jacaraú), Dona Helena (Cruz do Espírito Santo), Vida Nova (Sapé), Capim de Cheiro (Caaporã), Dona Antônia (Conde) e Apasa (Pitimbu); além dos acampamentos Marinas do Abiaí (Pitimbu) e Ponta de Gramame (João Pessoa).

Casal de agricultores se sente prestigiado em poder participar da Feira

            Maria Tereza de Jesus e o marido Luís Marques de Melo, do assentamento Novo Salvador, cultivam milho, feijão, fava, batata e jerimum. Além disso, o casal mantém uma produção de bolos e medicamentos caseiros, que podem ser usados para o tratamento de cólicas, irritações na pele, tosses e bursites.

A matéria prima usada pelo casal, para a produção dos medicamentos, vem de plantas cultivadas no próprio assentamento. O casal, que participou na última terça-feira pela primeira vez da Feira Agroecológica da Reforma Agrária, já vê de que forma a feira influenciará positivamente em suas vidas.

 Para Maria Tereza, a feira irá valorizar o trabalho dela e do marido. “A oportunidade de está, aqui hoje, aumenta a autoestima do trabalhador rural. Nós, que normalmente não somos reconhecidos pelo nosso trabalho, conseguimos isso aqui e o dinheiro que ganhamos com a venda dos nossos produtos complementa a nossa renda familiar muito bem”, afirma a assentada.

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