O deputado federal Frei Anastácio disse que o orçamento do  Governo Federal para 2021, aprovado pela Câmara Federal, na noite de ontem (25), traz mais um golpe de Bolsonaro contra a saúde, a educação, programas sociais, meio ambiente e agricultura familiar. 

”O Ministério da Defesa teve aumento de 22% no orçamento. Os únicos beneficiados pelo governo serão os militares. Só  para o reajuste salarial deles, Bolsonaro destinou R$ 7,1 bilhões. Enquanto isso, as universidades federais já perderam 25% do seu orçamento nos últimos dois anos dessa gestão destruidora. O Brasil não está em guerra, não dá para entender porque tanto investimento nas forças armadas. Existe previsão orçamentária até para comprar mais aviões e submarinos de guerra. O que esse governo genocida está planejando?”, indagou o deputado.

O parlamentar disse que o orçamento, com esses ataques, que inclusive deixam servidores federais civis sem reajuste e salários congelados, foi aprovado sem o voto da bancada do PT. “Não concordamos com um orçamento que retira R$ 40 bilhões da saúde, no momento em que o Brasil mais precisa do fortalecimento dessa área, diante da crise causada pela pandemia. Mesmo depois que essa pandemia terminar, a saúde ficará fragilizada e precisará de reforço para atender à população. Mas, o governo não quis nem saber disso”, lamentou.

Situação do Brasil pode piorar

Outro absurdo cometido pelo governo, segundo o deputado, foi o corte de quase 90% dos recursos destinados ao IBGE para realização do Censo Demográfico este ano. “De um valor de R$ 2 bilhões, só restam R$ 240 milhões. Dessa cifra, R$ 50 milhões ficarão presos por conta do descumprimento da Regra de Ouro. Com isso, o Censo que não foi realizado no ano passado em consequência da pandemia, mais uma vez será cancelado. Isso é muito grave. O Censo é de extrema importância para o país. A partir dele é possível detectar como está o Brasil. Mas, ao que parece, Bolsonaro fez esses cortes de forma intencional para esconder dados negativos do governo desastroso dele”, disse o deputado.

O congressista apontou ainda que com mais de 300 mil mortos, pela pandemia, mais de 15 milhões de desempregados, 40 milhões de pessoas na economia informal, mais de 65 milhões de pessoas com auxílio emergencial com quatro meses de atraso, e com valor sete vezes menos que os R$ 600, a tendência é que a situação do país só vai piorar ainda mais. “É lamentável. Só existe uma saída para resolver esse caos em que se encontra o Brasil: retirar Bolsonaro do poder”, concluiu.

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