O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) acusou Bolsonaro de tentar intimidar o Congresso Nacional com o desfile de aparato de guerra na Esplanada dos Ministérios, programada para esta terça-feira (10), sob o pretexto de ser apenas para receber um convite da Marinha para treinamento de formação de soldados.

“Bolsonaro está desesperado com o desastre de seu governo e com a reprovação nas pesquisas, em todos os cenários, para 2022. Esse é mais um ato desesperado que ele organiza para intimidar o Congresso Nacional, no dia marcado para votação da Proposta de Emenda à Constituição do voto impresso. Ele sabe que será derrotado na Câmara, mas quer deixar o recado que tem apoio dos militares. Não se sabe até onde vai esse apoio, nem se esse ato é um ensaio de uma tentativa de golpe planejado”, alertou o deputado.

Frei Anastácio enfatizou que esse ato da Marinha, nunca realizado antes, para apenas entregar um convite, alertou os que defendem a democracia no país. “A maioria do povo brasileiro sabe que é mais um ato de Bolsonaro para tentar mostrar que, supostamente, domina as forças armadas e que tem apoio para dar um golpe e se manter no poder. Mas, as forças armadas não são de Bolsonaro. Elas pertencem à nação e não irão ceder a essa ação  lunático”, afirmou.

O deputado argumentou que esse ato mostra ainda, a decadência e o desespero de Bolsonaro pelo fracasso de seu governo desastroso. “Mas, autoritarismo e ditadura não têm mais apoio da grande maioria da população. Esse ato de Bolsonaro deixa justamente uma mensagem contra ele. Mostra ao mundo que o governo está tão fragilizado que recorre a expedientes autoritários para tentar assustar a população e o Congresso”, disse.

Mortes pela covid

O parlamentar acrescentou ainda que é deprimente ver que enquanto mais de 563 mil pessoas já perderam a vida na pandemia, o Presidente da República faça esse tipo de cena, com armas, além das carreatas festivas pelas ruas.

“Além de festas em passeios, Bolsonaro faz campanha eleitoral, ameaça à democracia e leva parte de seus seguidores à ilusão do voto impresso. Voto impresso contado em mesas, sob os olhares de coronéis da política é coisa do passado. Em 46 países a urna eletrônica é usada e ninguém fala em regredir. Que venham as eleições e que sejam eleitos, os que tiverem mais votos. Não com os caprichos de Bolsonaro, que tem planos sombrios por trás do voto impresso”, acredita.

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