O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) disse que só os depoimentos dos dois ex-ministros da saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, na CPI da Covid-19, no Senado, já seriam suficientes para punir Jair Bolsonaro pelos crimes de responsabilidade sobre a pandemia.

“Nelson Teich foi muito claro ao dizer na CPI do genocídio que pediu demissão do cargo, ao perceber que não possuía nenhuma autonomia para gerir a pasta. Ou seja, Bolsonaro era quem tomava as decisões. Ele também citou como agravante, o fato de Bolsonaro  querer que o Ministério da Saúde adotasse protocolo de indicação de cloroquina, como tratamento precoce da covid-19. Essas declarações são crimes graves contra a população”, disse o deputado.

O parlamentar disse ainda que o depoimento de Mandetta reforça ainda mais os crimes cometidos por Bolsonaro. “Ele também foi claro. Informou que não houve campanha institucional contra a Covid, por decisão de Bolsonaro. Afirmou que Bolsonaro insistiu na cloroquina e no confinamento vertical e que a ordem de produzir cloroquina pelo Exército partiu de Bolsonaro. Ele afirmou ainda que Bolsonaro sempre divergiu das orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, relatou o deputado.

Frei Anastácio citou ainda que outra parte forte do depoimento de Mandetta, foi o fato de ele ter advertido a Bolsonaro sobre o possível número de mortes que o Brasil poderia registrar até o final do ano de 2020. “Mandetta alertou sobre 180 mil mortes e não foi ouvido por Bolsonaro, que desprezou a ciência. E o resultado ainda foi pior”, disse.

Foco da CPI

O parlamentar observou ainda que os aliados de Bolsonaro estão tentando desviar o foco da CPI, pedindo para que prefeitos e governadores sejam investigados. “É uma tentativa desesperada deles. Mas, o objeto da CPI do Senado é a gestão do Governo Federal na pandemia. A CPI não está investigando estados e municípios. Até agora, os trabalhos estão sendo realizados de forma muito isenta pela CPI. Espero que as investigações sejam concluídas e Bolsonaro receba as punições merecidas pelos crimes de responsabilidade, que provocaram o agravamento da pandemia e já causaram a morte de mais de 400 mil brasileiros”, concluiu.

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