Foto- Jaimaci Andrade

O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) afirma que o 1º de abril, chamado dia da mentira, guarda na memória histórica do Brasil, o segundo dia de uma verdade dos momentos mais sombrios da memória do país, que foi o início da Ditadura Militar, em 1964.

“Estamos há 56 anos daquela data fatídica. Mas, infelizmente temos um Presidente da República que defende a ditadura e que já externou que gostaria de implantar esse regime no país. O povo brasileiro tem que refletir e ficar atento”, alertou.

Frei Anastácio lembrou que “durante 21 anos, vivemos num país sem liberdade. O Congresso foi fechado, mandatos eletivos foram cassados, os direitos políticos foram suspensos, juízes e funcionários públicos foram demitidos, a arte e a cultura foram ameaçadas”, disse.

O parlamentar lembrou ainda que além disso, houve perseguição até contra as igrejas, contra a mídia, ocorreram torturas, desaparecimentos de pessoas e mortes de forma desenfreada.

História vivida

“Lembro-me que até para realizar uma reunião com trabalhadores no campo, era preciso de autorização e havia a presença de um militar armado na reunião. Para que o militar não ficasse sabendo dos assuntos internos da luta no campo, a gente começava as reuniões rezando o terço, repetia, lia a Bíblia até que ele se cansava de tanta liturgia e ia embora”, revelou.

Segundo Frei Anastácio, os que falam que o Golpe Militar foi uma revolução, ou apoiam a ditadura, ou não viveram os horrores do período. “Eu presenciei, vivi e sei como foi cruel. É importante que o povo brasileiro fique atento, porque o atual governo é defensor da ditadura, elogia torturadores, além de ter afirmado que é a favor da tortura. Portanto, vivemos numa democracia ameaçada e temos o dever de lutar para o Brasil nunca mais ser submetido a uma ditadura”, afirmou.

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