O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) criticou o anúncio de Bolsonaro, que prometeu editar mais  três decretos de flexibilização de aquisição e uso de armas no país. “Esse tipo de iniciativa provoca aumento da violência e reforça o poder  dos bandidos, que conseguem grande parte  dessas armas adquiridas pela população”, alertou.

O deputado destacou que medidas de fortalecimento do enfrentamento à Covid, Bolsonaro não tem nenhum interesse em anunciar. “Mas, o tema armas para matar não sai da pauta governamental. É mesmo um presidente genocida. Diante de um cenário devastador com mais de 230 mil mortes pela Covid, Bolsonaro  está preocupado em armar a população”, afirmou o deputado.

Aumento de 65% no número de armas

Frei Anastácio relatou que no governo Bolsonaro, o aumento do número de armas no Brasil foi de 65%. “De 2018 até o ano passado, o número de novas armas nas mãos dos cidadãos chegou a 1,15 milhão. De acordo com dados divulgados pelo jornal O Globo, com base na Lei de Acesso à Informação, 72% dessas novas armas estão nas mãos de pessoas físicas. Ou seja, pessoas comuns. O restante está sob o poder de atiradores, caçadores e colecionadores”, relatou.

O deputado ressaltou que o aumento de armas já causou um impacto na violência no país. “Basta ver o aumento no número de feminicídios, assaltos, confronto entre Polícia e bandidos etc. Armar a população não é sinônimo de segurança mas, sim, de morticínio. Se arma garantisse proteção,  Bolsonaro não teria sido assaltado em 1995, além de ter a arma levada pelos bandidos. Vale alertar que é justamente isso que acontece quando a população tem muitas armas, a grande maioria vai para as mãos da bandidagem”, alertou.

O congressista lembrou ainda do caso Marielle. “As balas que mataram Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes pertenciam a um lote roubado, ou desviado da Polícia Federal. Se esse tipo de coisa acontece com uma força de segurança como a PF, imagine com as armas nas mãos da população. O Brasil precisa é de educação, de vacina, de auxílio emergencial e investimento na saúde, não de armas”, afirmou.

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