O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) alertou que nos dois anos do governo Bolsonaro, o número de mortes violentas por armas de fogo, só fez aumentar. “Isso é resultado da política armamentista de Bolsonaro que incentiva à violência em nosso país“, afirmou o deputado.

Frei Anastácio observou que em 2017 e 2018, houve um recuo no número de assassinatos por armas de fogo. “Mas, a partir da gestão de Bolsonaro, esse tipo de violência voltou a crescer. Além de facilitar a compra de armas e permitir que cidadãos, colecionadores e caçadores possam aumentar seus arsenais, Bolsonaro disseminou um discurso de ódio. Tudo isso é um incentivo à violência”, discorreu. 

O deputado demonstra preocupação com as recentes mudanças nos licenciamentos de armas pelo governo  e diz que isso pode fazer com que os casos de homicídios cresçam ainda mais. Ele alerta que mais armas nas mãos da população só faz com que a violência aumente.

Números de guerra

“Em 2020, mais de 50.000 vidas foram interrompidas de forma violenta. Esse número de mortos é maior do que os registrados em guerras. Dessas mortes, 78% foram retiradas com armas de fogo. É um dado extremamente preocupante, visto que o presidente quer facilitar ainda mais o acesso às armas. Os dados são do 15º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública”, disse.

O deputado lembra que hoje, há 1,8 milhão de armas em circulação no Brasil em posse de cidadãos comuns. “Houve um aumento do número de armas registradas no Brasil e os resultados já começam a aparecer. Imagine com o afrouxamento das licenças tão estimuladas pelo presidente? Isso sem falar no número de armas  ilegais que não podem ser rastreadas”, lamentou.

Frei Anastácio lembra ainda que os homens jovens negros representam a maioria das vítimas. “Cerca de 91% dessas mortes são de homens, deles 76% são negros e 54% são jovens”, lembrou.

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