Frei Anastácio alerta: se Bolsonaro for eleito haverá repressão aos movimentos sociais e minorias

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O deputado estadual Frei Anastácio, deputado federal eleito, alertou da tribuna da Assembleia Legislativa que se Bolsonaro for leito haverá criminalização dos movimentos sociais do campo e da cidade, tornando crime de terrorismo às ocupações de terra, de propriedade urbana. “Nesse contexto, entrarão a comunidade LGBT, negros, pobres e a juventude em situação de risco”, alertou o deputado.

Segundo o deputado, “as propostas de Bolsonaro são excessivamente repressoras e foram elaboradas simplesmente para agradar ao anseio do eleitor por segurança. Tecnicamente, os especialistas analisam que todas são pobres de conteúdo. Além de criminalizar os movimentos sociais, ele também é a favor da redução da maioridade penal, que hoje é de 18 anos”, disse o deputado.

O paramentar disse que o plano de governo do candidato apresenta propostas como endurecimento de penas, aumento do encarceramento e presença das Forças Armadas no combate à criminalidade. “Óbvio, também afirma que vai facilitar o acesso às armas de fogo por parte das pessoas. Ele quer transferir a responsabilidade da segurança pública para o cidadão, com a falsa ideologia de defesa pessoal”, alertou.

O deputado afirma que a pauta do candidato se confunde com a da bancada da bala. Grupo que possui estreitas relações com a indústria de armas no país. O programa dele não traz nenhuma contribuição em relação à pauta dos direitos humanos. Simplesmente, exclui esse tema do debate nacional. De forma completamente oposta, ao programa de governo de Haddad apresenta propostas mais consistentes.

O que Haddad propõe para segurança?

“Haddad propõe controlar com mais rigor a venda e o uso de armas de fogo. É a favor da adoção de penas alternativas para romper com o encarceramento em massa e fortalecer o Ministério da Segurança Pública, em vez de ampliar o uso das Forças Armadas no combate ao crime. Por outro lado, também afirma que seu governo irá realizar maiores investimentos na área destinada à inteligência policial. Também sustenta a necessidade de promover maior integração entre as polícias e pretende rediscutir as atribuições das polícias, da União, dos Estados e Municípios. Da comparação entre os dois programas de governo, percebe-se o quanto são diferentes”, afirmou.

            O parlamentar argumenta que, “particularmente, entendo que diante da realidade em que vivemos, na qual a democracia está ameaçada e impera o sentimento de ódio ao próximo, sendo esse próximo, os segmentos mais vulneráveis da sociedade. Entre eles: a comunidade LGBT, os negros e pobres, a juventude em situação de risco, entre outros, não há como aceitar o programa de governo de Bolsonaro”, declarou.

O parlamentar afirma que é preciso ampliar os horizontes e desarmar a população. Ampliar e melhorar os instrumentos de combate a todas as formas de criminalidade e incentivar a implementação de iniciativas, mesmo as alternativas, que busquem a redução dos índices de violência em nosso país. “Não será distribuindo armas, incentivando a intolerância de gênero, de raça, a social e a cultural que alcançaremos os resultados que buscamos. Por essas e outras convicções é que Haddad precisa ser eleito para presidente do Brasil”, concluiu.

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