Frei_Centro Cultural Sousa

 

O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) manifesta total apoio aos ativistas culturais do Sertão paraibano, que estão lutando para impedir o fechamento do Centro Cultural de Sousa. “Já tive reunião com os ativistas culturais, em Sousa, e estou levando o problema para a esfera federal”, disse o deputado.

O parlamentar afirmou que está levando essa preocupação para a bancada federal da Paraíba, em Brasília, uma vez que se trata de equipamento mantido pelo Banco do Nordeste e com grande alcance de atividades culturais para a comunidade. “O banco já anunciou um corte de 70% dos recursos para os centros que existem em Sousa, na Paraíba, Fortaleza e Juazeiro do Norte, no Ceará. Vamos encontrar saídas para evitar esse grande prejuízo para a cultura desses dois estados”, afirmou.

Durante a reunião que ativistas culturais tiveram com Frei Anastácio, em Sousa, foi informado que 17 atividades culturais programadas, para agosto deste ano, nem foram anunciadas. “Além disso, sete funcionários foram demitidos e os vigilantes estão trabalhando sob aviso prévio, sem falar em duas demissões de dois funcionários da biblioteca virtual, no início do ano. Em consequência das duas demissões, a biblioteca foi transferida para um local bem menor”, lamentou.

Lucro do Banco do Banco do Nordeste

Frei Anastácio argumentou que não sabe os motivos dessa ameaça de fechamento dos centros, uma vez que o Banco do Nordeste é uma instituição que obteve muito lucro no ano passado. “Em 2018, o banco teve lucro de R$ 725,5 milhões, um valor 6,5% maior do que em 2017. Dessa forma, não se pode alegar que existe crise no banco para que esses cortes sejam realizados”, disse.

Atividades

O deputado destacou ainda, que os cortes realizados no Centro Cultural Banco do Nordeste vêm acontecendo a cada ano. Com isso, o número de atividades também vem caindo. Só em Sousa, em 2017, por exemplo, foram realizadas 498 atividades. No ano passado o número caiu para 407 e este ano só foram realizadas 248 atividades.

“O centro Cultural é um equipamento indispensável para a população, sobretudo do Sertão, onde tudo é mais difícil. Para se ter uma ideia, só a Biblioteca do centro atendeu em 2018,72.658 pessoas. Em outros anos, a Biblioteca atendeu a mais de 100 mil pessoas. Nos últimos 13 anos, com todos os cortes que vem sofrendo, o Centro Cultural de Sousa, já atendeu a 645.331 mil pessoas nas atividades realizadas e a mais de 1 milhão de pessoas com a Biblioteca. Temos que lutar pela manutenção desse equipamento”, finalizou.

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