Frei Anastácio apresenta voto de pesar pela morte de Dom José Maria Pires

WhatsApp Image 2017-08-28 at 09.09.00O deputado estadual Frei Anastácio apresenta Voto de Pesar, na Assembleia Legislativa, pela morte do arcebispo emérito da Paraíba, Dom José Maria Pires, de 98 anos, ocorrida na noite de  ontem (27), em Belo Horizonte, Minas Gerais. “Ele deixa um exemplo de humildade, dedicação ao rebanho e resistência às injustiças”, disse Frei Anastácio.

O parlamentar lembra que Dom José foi um exemplo de resistência à ditadura militar, na Paraíba. “Ele sempre esteve ao lado do povo manifestando suas posições firmes em defesa dos oprimidos e injustiçados. Na luta pela reforma agrária, na Paraíba, Dom José também foi um braço forte na defesa dos trabalhadores e trabalhadores. Nunca se dobrou diante das ameaças e enfrentava pessoalmente as situações de conflitos, a qualquer hora do dia ou da noite. Como Pastor, ele teve lado claro, em relação aos trabalhadores na luta pela terra e na terra como os pobres de maneira geral”, relatou Frei Anastácio.

De acordo com Frei Anastácio, Dom José é um verdadeiro exemplo do que disse o apóstolo Paulo. “Ele combateu o bom combate, encerrou a carreira e guardou a fé. Mesmo aos 98 anos,  ainda trabalhava dando palestras e em retiros pelo Brasil. Morreu após chegar de uma dessas missões. Ele deixa para todos nós o verdadeiro exemplo de apóstolo”, disse Frei Anastácio.

“Eu devo muito a Dom José pela minha formação. Eu fui ordenado diácono e padre, por ele. Nos meus 25 anos de padre, ele foi quem presidiu as comemorações. Na Diocese, na gestão dele, eu fui da animação da Pastoral do Zonal Litoral e da periferia de João Pessoa. Fui da coordenação de pastoral, mais de um mandato, membro do Conselho de Presbíteros e membro do Conselho de Consultores. Minha formação foi marcada profundamente pela ação pastoral de José Maria Pires”, destacou Frei Anastácio.

Dom José Maria Pires tinha 70 anos de ordenação como padre e 60 como arcebispo e era natural de Córregos, em Minas Gerais. Como bispo, foi presidente da Comissão Episcopal do Nordeste 2, que reúne os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Ele foi o quarto bispo da região metropolitana de João Pessoa e esteve à frente da Igreja Católica na Arquidiocese entre os anos de 1966 e 1995.

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