Frei Anastácio apresenta voto de pesar pela morte de Dom Marcelo Carvalheira

O deputado estadual Frei Anastácio apresentou Voto de Pesar pelo falecimento de Dom Marcelo Pinto Carvalheira, ocorrido dia 25 de março do corrente ano, em  Recife, aos 88 anos, à família dele, a Diocese de Guarabira e a Arquidiocese da Paraíba. “Dom Marcelo foi um verdadeiro apóstolo da fé, da humildade e das causas sociais”, disse o parlamentar.

De acordo com Frei Anastácio, Dom Marcelo foi um dos maiores defensores dos trabalhadores rurais na Paraíba. “Ele visitava os acampamentos no estado, ouvindo os trabalhadores pacientemente, para saber a necessidade de cada um. Foi um bispo que apascentou o rebanho e, ao tempo, abraçou as causas sociais buscando horizontes para os excluídos da sociedade”, disse o deputado.

O parlamentar lembrou que Dom Marcelo Pinto Carvalheira foi o primeiro bispo  e fundador da Diocese de Guarabira. Ordenado, em Roma, em 1953, foi nomeado bispo auxiliar da Paraíba em outubro de 1975.  Um mês depois, em dezembro de 1975, aos 47 anos, foi ordenado bispo pelas mãos de um dos mais importantes prelados brasileiros do século passado, Dom Helder Câmara, além de  Dom Aloísio Lorscheider e Dom José Maria Pires.

Em novembro de 1981, aos 53 anos, foi designado bispo da recém-criada Diocese de Guarabira. Durante o regime militar no Brasil, defendeu os líderes católicos perseguidos, sendo ele mesmo preso e torturado no Rio Grande do Sul sob acusação de ser emissário de Dom Helder para articular movimentos destinados à derrubada do regime militar.

Em 29 de novembro de 1995 foi designado para ser Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba, múnus que exerceu até o dia 5 de maio de 2014. Como bispo e arcebispo, foi membro da Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB Nacional de 1987 a 1991 e 1995-1998, responsável pelo setor Leigos e CEBs; ocupou a vice-presidente da CNBB Nacional de 1998 a 2004). Participou do Sínodo dos Bispos sobre os Leigos e da Quarta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Santo Domingo. Foi delegado à Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembleia da CNBB e confirmado pelo Papa João Paulo II (1997).

“Dom Marcelo, a exemplo de Dom José Maria Pires, tive atuação marcante na defesa dos direitos humanos e atuação nas lutas dos trabalhadores rurais, contando com a decisiva colaboração de dom Helder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife e uma das mais destacadas figuras do clero brasileiro”, disse o petista.

 

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