O deputado federal Frei Anastácio e outros deputados petistas, que formam o Núcleo Agrário do PT, emitiram uma nota em apoio ao secretário executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, que recebeu uma notificação judicial após criticar o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “Não podemos admitir esse tipo de ação, que era uma das características adotadas durante a ditadura militar”, disse o deputado.

Frei Anastácio relatou que “a notificação aconteceu simplesmente porque Márcio Astrini criticou o Ministro por ele ter sugerido usar a comoção da pandemia do novo coronavírus, para ‘passar a boiada’ na legislação ambiental. Agora me pergunto, porque Astrini tem que dar explicações por essa crítica, enquanto  o Ministro sai ileso por ter sugerido isso?”, questionou o deputado Frei Anastácio.

De acordo com a nota apresentada, “a declaração feita por Ricardo Salles foi amplamente divulgada e mostra que o ministro do Meio Ambiente não tem condições de continuar à frente da pasta, tendo em vista que as suas atitudes e procedimentos vão sempre de encontro ao que se espera de qualquer autoridade responsável pela defesa ambiental brasileira”. 

Astrini se defende

A nota diz ainda que, em sua defesa, Astrini protocolou suas explicações na Justiça Federal, na qual evoca o direito à liberdade de pensamento e afirma não ter ofendido a honra de Ricardo Salles e que suas críticas se dão porque a gestão Salles “paralisa e desconstrói o sistema nacional de proteção ambiental” e espera que se siga respeitando a livre manifestação e circulação de ideias e opiniões divergentes e até contrárias às representadas por sua política à frente do Ministério do Meio Ambiente, o que é absolutamente legítimo e bem-vindo dentro de um Estado Democrático de Direito.

De acordo com o Núcleo Agrário do PT, não podemos continuar tolerando o desmantelamento das políticas públicas de defesa do meio ambiente e da vida, as atividades de ataques aos povos indígenas, às comunidades quilombolas e aos assentamentos e acampamentos dos sem terra e o uso das instituições públicas para continuar justificando as ações contra a fiscalização ambiental, a desconsideração da gravidade dos incêndios florestais e todas as ações que vêm contribuindo para o comprometimento da qualidade de vida do nosso povo e da imagem do Brasil no exterior.

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