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O deputado federal Frei Anastácio disse, hoje (21), que o Brasil não pode acreditar num presidente que chama o novo Coronavirus de uma “gripezinha” e cria inimigos fantasiosos, a exemplo da imprensa e dos governadores que estão fazendo o seu trabalho para proteger o povo.

O deputado afirma que “A declaração de Bolsonaro chega a ser irresponsável, diante da pandemia. Perante uma nação em quarentena, ele diz que o Coronavirus é uma “gripezinha”, destacou Frei Anastácio.

O parlamentar acentua que toda essa irresponsabilidade foi manifestada durante uma entrevista  coletiva, ao lado da equipe de governo. “De um lado, o ministro da saúde falando de forma equilibrada sobre os reais perigos, do colapso da saúde e da pandemia que só irá declinar em setembro. Ao lado dele, o presidente agindo como uma figura folclórica, contrariando tudo que é dito, ao se colocar como o “mito” que está imune aos perigos da contaminação e classificando a pandemia de “gripezinha”. Isso é vergonhoso e criminoso”, disse.

Induzindo população a se contaminar

O congressista argumenta que ao minimizar os perigos do Coronavirus, Bolsonaro, como chefe de Estado, está induzindo muita gente a agir sem os cuidados necessários para evitar a contaminação, principalmente os seguidores dele. “Outro agravante, é que segundo os jornais de alcance nacionais, o presidente estaria se recusando, nos bastidores palacianos, a mostrar os testes que foram feitos nele para Coronavirus. Como chefe da nação, ele tem a obrigação de tornar público se está contaminado, ou não”, afirmou.

Segundo o deputado, a situação é tão preocupante que a  juíza Raquel Soares Chiarelli, da 4ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, determinou, ontem (20), que o Hospital das Forças Armadas (HFA) apresente ao Governo do Distrito Federal a lista de pacientes cujos testes para detectar o novo Coronavírus deram positivo. A decisão da juíza, de caráter liminar provisória, aconteceu depois de uma ação ajuizada pelo Governo do Distrito Federal.

O deputado criticou ainda a postura de Bolsonaro nas entrevistas coletivas. “O Brasil tem um presidente que vai para uma coletiva de imprensa e não passa nenhuma informação útil sobre a crise. Ele vai buscar holofotes como se estivesse ainda na campanha eleitoral, buscando agradar o seu “gado” e alimentando a fantasia de perseguição por parte da mídia e de governadores”, concluiu.

 

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