O deputado federal Frei Anastácio é coautor de emenda, à Reforma Administrativa, que obriga militares irem para a reserva depois que ocuparem cargo público. “Isso evitará militarização de gestão, como está ocorrendo no Governo Bolsonaro. Mais de seis mil militares já ocupam cargos no Governo Bolsonaro”, informou. 

O parlamentar explicou que a obrigação de ir para a reserva, depois de ocupar cargo público, inibirá a participação de militares nos governos. “O papel das forças armadas não é apoiar governo, trabalhando em massa na gestão, mas defender a Pátria e garantir os poderes constituídos, a lei e a ordem”, afirmou.

Dessa forma, o objetivo da emenda é preservar a separação entre função civil e militar. “O Governo Federal nunca teve tantos militares ocupando cargos civis, nem na ditadura militar. Para termos de comparação, em 2005 havia 996 militares ocupando cargos do Governo. Em 2020, esse número subiu para 6.157. Além dos cargos de primeiro escalão, os militares estão comandando 120 estatais, 61% de todas as empresas ligadas direta ou indiretamente à União”, comentou Frei Anastácio.

Outro dado relevante mostra que o número de militares bate recorde também na ocupação da esplanada ministerial: até 2020, o segmento militar esteve presente em 10 Ministérios. “Com as atuais normas, os militares têm liberdade para acumular cargos e salários, protegidos por portaria de Bolsonaro. Além disso, o contingente de militares requisitados ou cedidos atuam sem perder as benesses das carreiras, preservando contagem de tempo especial, progressão e promoção por antiguidade, dentre outros, explicou o deputado”.

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