O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) afirmou que o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) precisam investigar as denúncias feitas pelos 37 servidores que pediram demissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão responsável pela realização do Enem.

O parlamentar participou, no início da noite de ontem (16), em Brasília, da entrevista coletiva dos partidos de oposição na Câmara, para anunciar o pedido de investigação das denúncias feitas pelos servidores que pediram demissão. “Os servidores foram claros. Eles pediram demissão porque não suportaram o assédio moral e a interferência do governo na elaboração do Exame Nacional  Nacional do Ensino Médio (Enem). Isso precisa ser apurado”, disse.

O parlamentar relatou que não adianta negar que nada aconteceu. “O próprio Bolsonaro afirmou, em entrevista, que o Enem  agora terá a cara do governo. Isso é muito grave. O exame nacional de ensino médio, não pode ter interferência ideológica de nenhum governo. E se ficasse com a cara que Bolsonaro quer, seria um desastre para a educação Brasileira”, afirmou.

Convocação

Frei Anastácio lembrou ainda, que os partidos de oposição além de pedirem o afastamento imediato do presidente do Inep, Danilo Dupas, estão solicitando a convocação dele para dar explicações, na Comissão de Educação da Câmara, sobre tudo que aconteceu.

 “No governo Bolsonaro, até a presença de alunos no Enem caiu de forma abrupta. Dos oito milhões que faziam o Enem, com frequência, pouco mais de três milhões estão inscritos. Isso é um reflexo dos ataques à educação, que passaram a acontecer desde que Bolsonaro assumiu o governo. Os jovens, segundo pesquisas, não vislumbram futuro com Bolsonaro no poder”, lembrou.

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