Frei Anastácio cobra solução para sem teto acampados em Caaporã

O deputado estadual Frei Anastácio cobrou, hoje (02), na tribuna da Assembleia Legislativa, providências das autoridades para resolver a situação de 400 famílias que estão acampadas na entrada da cidade de Caaporã, desde novembro do ano passado. “O que o prefeito da cidade fez foi entrar na justiça pedindo o despejo das famílias. Um absurdo”, disse o deputado.

O parlamentar informou que o terreno onde as famílias sem teto estão acampadas pertence à Prefeitura de Caaporã. “Mas, o prefeito da cidade não tem sensibilidade para isso e já conseguiu uma liminar para despejar as famílias do local”, disse.

O deputado informou que as famílias são todas das periferias da cidade, formadas por desempregados que não possuem nenhum horizonte de vida. “Além das terras da Prefeitura, existem áreas da Usina Tabu que poderiam ser utilizadas para construção de casas para essas famílias, assim como áreas do Estado”, disse.

Ofício à Cehap

Frei Anastácio informou que está enviando ofício à Cehap solicitando um estudo e cadastramento das famílias acampadas, para que seja estudada uma solução para o problema. “Não podemos assistir aquelas famílias serem despejadas, sem nenhuma esperança de um teto para morar”, afirmou.

Hospital Regional de Sousa

O deputado também registrou na tribuna da Assembleia que está esperando resposta a um ofício que enviou à Secretaria de Saúde do Estado, sobre a situação do Hospital Regional de Sousa. “Estivemos no Sertão e recebemos muitas denúncias de que o hospital está passando por sérias dificuldades, no atendimento à população. Soube até sobre a possibilidade de uma interdição do hospital, por parte do Conselho Regional de Medicina, por falta de equipamentos, profissionais de saúde, problemas nas instalações elétricas, falta de água e improvisação no setor materno infantil que estaria funcionando de forma temporária numa das alas do hospital”, disse.

O parlamentar informou que fez a solicitação de informações, na condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. “Tenho certeza de que, se houver todos esses problemas, o governador não está sabendo. Estou esperando a Secretaria enviar as informações que solicitei para fazer encaminhamentos, caso as denúncias sejam verdadeiras. E se houver negligência, defendo que os culpados sejam investigados e punidos. A população não pode ser penalizada. Aquele hospital é referência para 200 mil habitantes de 20 municípios sertanejos”, afirmou.

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