Frei Anastácio critica governador pelo tratamento dado aos trabalhadores sem terra

O deputado estadual Frei Anastácio disse, hoje (18), que nunca viu, na Paraíba, tanto desrespeito aos movimentos sociais, como está ocorrendo agora, por parte do governador Ricardo Coutinho. “Assim como despreza as categorias dos servidores públicos, ele não dar atenção aos movimentos ligados ao campo”, disse Frei Anastácio.

O deputado relata que, o que ocorreu na tarde de ontem (17), no Palácio da Redenção, entra para a história como um dos maiores absurdos cometidos por um governador. “A Via Campesina estava com audiência agendada e o governador simplesmente não recebeu as representações das entidades porque o grupo era composto por 15 pessoas. Ele queria receber apenas três representantes dos movimentos. Esse é um fato inédito na Paraíba”, lamentou Frei Anastácio.

Relembra o parlamentar que nos mais de trinta anos de luta junto aos movimentos, ao lado dos trabalhadores, nunca viu tamanho absurdo. Enquanto esses trabalhadores são recebidos, com respeito, pelo Ministério Público Federal, direção da Caixa Econômica Federal, Incra e diversos outros órgãos, o governador Ricardo Coutinho faz uma exigência típica do período da ditadura militar”, afirmou Frei Anastácio.

Movimento unificado

O parlamentar disse que a marcha dos sem terra que começou terça-feira, tem a participação da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Quilombolas. O deputado argumentou que esses movimentos precisam de respeito. “Os movimentos do campo na Paraíba são um exemplo vivo de luta e de vitória. A Paraíba tem quase trezentos assentamentos da reforma agrária, com cerca de 100 mil pessoas, que conquistaram terra através de lutas organizadas”, disse o deputado.

Frei Anastácio acrescentou ainda, que os movimentos que fazem parte da Via Campesina estão unificados e não irão se render aos caprichos do governador. Segundo ele, uma prova disso foi a coordenação não aceitar realizar a audiência com apenas três pessoas. “A luta continua e os trabalhadores estão prontos para mostrar ao governador que uma história de luta feita com suor, lágrimas e sangue não se renderão ao autoritarismo de um governo que tem medo de povo organizado”, afirmou.

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