Frei Anastácio - Gabriel Paiva

O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) criticou, durante sessão do Congresso Nacional, ontem (26), a proposta de Bolsonaro que defende a presença da Polícia Federal e até de tropas federais nas ações de reintegração de posse no campo. “Esse governo está querendo massacrar os trabalhadores num banho de sangue”, alertou.

Bolsonaro está planejando essa repressão, através de projeto de lei, a ser enviado ao Congresso, da chamada Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para reintegração de posse em propriedades rurais. De acordo com o anunciado, as GLOs são operações de segurança autorizadas pelo Poder Executivo que podem ter duração de meses. Elas incluem a participação de agentes de segurança civis e militares, como das Forças Armadas e da Polícia Federal.

“É uma vergonha incalculável o estrago que o Governo Federal, por meio da política de repressão e intimidação, quer causar em nosso país. Ao anunciar o uso das Forças Armadas para reintegração de posse no campo, Jair Bolsonaro tenta implantar a política do terror e criminalizar movimentos sociais”, comentou o parlamentar.

 O deputado ressalta que é um absurdo o que Bolsonaro está fazendo com este país.  “Aperta o gatilho para o trabalhador rural, mas para os ricos e banqueiros estende os braços para enriquecê-los ainda mais. Em nosso ordenamento jurídico, o direito à propriedade no campo precisa ser levado em consideração às funções sociais e não pode ser encarado com repreensão e bala”, criticou o congressista.

O deputado disse ainda que esta proposta só agravará a situação e impedirá o desenvolvimento sustentável no campo. Além disso, Jair Bolsonaro estará promovendo um rompimento do Estado Democrático de Direito e autorizando o extermínio.

“Bolsonaro está autorizando o banho de sangue, algo que não vemos desde a ditadura. Por isso, quero denunciar, neste plenário, este governo que se alicerça no massacre ao pobre. Não podemos se deixar levar pelo ódio aos pobres. Nosso país é alicerçado na democracia, usar as forças armadas para reprimir o povo, e servir e proteger os ricos é discurso de gente histérica e descontrolada”, concluiu Frei Anastácio.

Violência contra sem terra na Bahia

O deputado também se solidarizou com as 700 famílias dos acampamentos Abril Vermelho, Irmã Dorothy e Irani Sousa, na Bahia, vítimas de ações criminosas e violentas de policiais e milícias armadas, no dia 25 de novembro.

“Em nome do colega deputado Valmir Assunção, da Bahia, eu me solidarizo também com o MST que coordena aquelas famílias. As informações são de que a polícia e as milícias entraram nos acampamentos atirando com balas de borracha,jogando bombas de efeitos moral, espancando e destruindo casas”, denunciou Frei Anastácio.

De acordo com o deputado, este foi mais um atentado aos direitos humanos de famílias que estão lutando pela sobrevivência. Para ele, o maior absurdo é a denúncia de que a Polícia Federal e a Polícia Militar agiram ao lado de milícias armadas.

“Que país é esse que estamos vivendo? Autoridades agindo ao lado de criminosos para massacrar famílias carentes e indefesas? Como se trata de denúncia contra a Polícia Federal, o Ministério da Justiça tem que investigar esse fato. Assim como a justiça da Bahia tem que investigar essa relação entre a Polícia Militar e as milícias armadas que teriam agido juntas nessa operação criminosa”, disse Frei Anastácio.

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