Frei - Lula Marques

 O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) disse, neste domingo (17), ser urgente a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as novas denúncias de que a família Bolsonaro está envolvida com o crime organizado no Rio de Janeiro e que a Polícia Federal teria vazado informação para não prejudicar  Bolsonaro no segundo turno das eleições.

“Essas novas denúncias revelam também, que Bolsonaro teve vantagens eleitorais com o caso. As denúncias são gravíssimas. De acordo com o empresário Paulo Amorim, o senador Flávio Bolsonaro confidenciou que soube com antecedência sobre a operação, que trouxe à tona o caso das rachadinhas envolvendo Queiroz, o assessor e amigo da família”, relatou.

O deputado pontuou que “é um absurdo que essas informações tenham sido vazadas pela Polícia Federal, e que eles tenham tido tempo de mexer os pauzinhos para que não sofressem  consequências, principalmente nas eleições. Esse caso revelado durante a campanha, com certeza, teria impedido a vitória de Bolsonaro nas eleições”, comentou o deputado. 

Fraude eleitoral

O deputado comentou que Paulo Amorim trouxe à tona que a família Bolsonaro junto à PF até atrasou as investigações para que isso não influenciasse o segundo turno das eleições. “Todos os juristas que falaram sobre o assunto são claros: eles dizem que o relato desta interferência na Polícia Federal, aconteceu entre o 1º e o 2º turno da campanha eleitoral. Isso significa, sem dúvidas, que houve a intenção criminosa, direta e clara, de influenciar no resultado das eleições. Não há dúvidas de que isso tem indícios de crime, que podemos até chamar de fraude eleitoral”, disse o deputado.

O parlamentar destacou que essas denúncias se somam a tantas outras que mostram o envolvimento da família Bolsonaro com as milícias, que ajudaram na eleição dele. “Igualmente grave, é o fato denunciado de que teria havido ajuda da Polícia Federal para proteger os milicianos”, enfatizou.

 O parlamentar relata que as denúncias são de que policiais simpatizantes de Bolsonaro seguraram a operação “Furna da Onça”, entre o primeiro e segundo turno, para não prejudicar a campanha, o que forçou Flávio Bolsonaro a demitir Queiroz antes da operação, para tentar afastar a ligação com ele. “Diante disso, é preciso ação do Congresso Nacional nas apurações das denúncias  e atuação efetiva da Justiça para identificar os acusados e punir, com os rigores da lei”, lamentou. 

Dia Internacional Contra a LGBTfobia

    O deputado federal destacou ainda a data de 17 de Maio, na qual é comemorado o Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia.

“Mais do que nunca, a luta pelo direito de existir e de viver sua liberdade foi tão difícil. Vivemos no país que mais mata pessoas da comunidade LGBT nas Américas”, comentou.  

De acordo com ele, só esse dado já justificaria essa luta ser tão urgente e necessária.

“Mas há outros motivos: A luta é por reconhecimento, por uma legislação que acolha e proteja, por educação, por vagas no mercado de trabalho, por inclusão e por direitos equiparados”, disse.

O parlamentar concluiu dizendo que o dia de hoje serve para dar visibilidade aos problemas que a comunidade LGBT enfrenta e para pensarmos  soluções para minimizá-los.

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