Frei Anastácio defende posseiros ameaçadas pelo governo Temer

O deputado estadual Frei Anastácio registrou, hoje (01), na Assembleia Legislativa, a preocupação das famílias de posseiros que moram nas fazendas Macacos, Boi Preto, Pereiros, Pimenta e Logradouro, no município de Sousa, no Sertão paraibano. “Essas famílias foram surpreendidas por um projeto do presidente golpista suspendendo a desapropriação das terras das fazendas”, disse o deputado.

Todo esse desmonte de conquistas no campo,segundo o deputado, está sendo promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural que é  comandada pelo governo Temer. “Esse é mais um absurdo desse governo ilegítimo que fere trabalhadores posseiros dessas fazendas. Famílias que nasceram e se criaram naquelas terras.Tudo isso está vindo de uma Câmara Federal que, com raras exceções, é uma vergonha para o Brasil e para o mundo. Um antro de ladrões que assaltam o povo brasileiro e agora estão roubando conquistas e sonhos de pessoas humildes, como indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais”, disse o deputado.

O Decreto de desapropriação das fazendas foi assinado pela presidente Dilma, no dia 01 de Abril de 2016 e beneficiou 40 famílias, que iriam tirar seu sustento em 1.191 hectares de terras. “Mas, esse sonho agora foi transformado em pesadelo pelo golpista no poder. A assinatura do decreto pela presidente da República, Dilma Rousseff, foi realizada em cerimônia legítima no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Foi na manhã de 1º de abril, de 2016, com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, da então presidente do Incra, Maria Lúcia de Oliveira Falcón, de representantes de movimentos sociais e sindicais ligados ao campo e integrantes de comunidades quilombolas. Foi tudo feito dentro da legalidade”,afirmou.

O deputado disse que o governo, que tem dívida com os ruralistas, está fazendo de tudo para agradá-los.Naquela solenidade, em Brasília, 21 áreas de 13 estados foram decretadas de interesse social para fins de reforma agrária. Outras quatro áreas de quatro estados foram declaradas de interesse social para fins de desapropriação para regularização de terras remanescentes de quilombos.

A assinatura dos decretos asseguraria 34 mil hectares de terras para a reforma agrária, e 21 mil hectares para a regularização de territórios quilombolas. Os atos beneficiariam, ao todo, 1.844 famílias, sendo 1.164 de trabalhadores rurais e 680 de descendentes de escravos.Os golpistas estão desconsiderando todos esses benefícios.

No total, existem 29 projetos para suspender decretos de desapropriação para reforma agrária e regularização de territórios quilombolas e terras indígenas.Isso totaliza 826 mil e 600 hectares, o equivalente a 8 mil e 260 quilômetros quadrados.Eles alegam desvio de finalidade nos decretos assinados por Dilma. Tudo isso, porque não é do interesse dos ruralistas que toda essa gente tenha terra para trabalhar e viva dignamente. Eles querem a escravidão de volta ao campo. Eles querem o fim da Reforma Agrária.

“É uma comissão formada para agradar aos ruralistas.O projeto que atinge as fazendas em Sousa é do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). Veja bem, o cara é do Rio Grande do Sul e se volta contra a Paraíba, atinge trabalhadores do interior da Paraíba.Um lugar que ele não sabe nem onde fica.Mas, fez isso justamente a mando do governo golpista, simplesmente para atender aos interesses dos latifundiários. Mas, os trabalhadores não aceitaram isso de braços cruzados. Eles estão mobilizados. O nosso mandato e o do deputado federal Luiz Couto também estão nessa luta, ao lado dos posseiros.Estamos dando toda assistência necessária na luta contra mais essa injustiça cometida contra famílias que possuem direitos adquiridos, já que nasceram e se criaram nas terras”,argumentou.

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