Frei Anastácio denuncia privatização de açude público, no município de Areia

O deputado estadual Frei Anastácio (PT), denunciou hoje (14) na Assembleia Legislativa que a barragem pública Saulo Maia, localizada em Areia, esta sendo cercada por condomínios de luxo e casarões particulares, tornando o manancial inacessível à população. “Estão privatizando um açude público com grandes condomínios de luxo e casarões. O direito de ir e vir além do meio ambiente estão sendo violados”, afirma o parlamentar.

O açude Saulo Maia levou quatro anos para ser construído, entre os anos de 2001 e 2004, com recursos do Ministério da Integração em parceria com o governo municipal. São quase cinco milhões de metros cúbicos, é um dos poucos reservatórios que ainda possuem água e abastece 16 municípios polarizados por Areia, chegando também a abastecer cidades do Rio Grande do Norte.

Segundo o deputado, na visita feita ao manancial, só conseguiu acesso pela comunidade quilombola Engenho Mundo Novo, que é por onde os pipeiros retiram água com seus caminhões. “Andamos por quilômetros e o único acesso à barragem foi por essa comunidade quilombola, o resto está isolado, resultado da especulação imobiliária”, explicou Frei Anastácio.

O petista ainda informou que enviou ofícios para a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) e para Superintedência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), solicitando informações sobre a barragem Saulo Maia. “Estamos solicitando informações sobre toda estrutura da barragem, em relação ao controle ambiental e os impactos com as construções e se existem laudos de fiscalizações realizadas nos últimos anos”, declarou.

“De posse dessas informações, que esperamos receber desses dos órgãos, iremos encaminha-las ao presidente da Frente Parlamentar das Águas, Jeová Campos, para que as devidas providências sejam tomadas”, informou o parlamentar.

 

Comunidade Quilombola

 

Frei Anastácio também destacou que no ponto em que ainda existe acesso a barragem Saulo Maia, vivem 38 famílias e ainda agregados, oriundos de quilombolas, que agora estão no processo final de reconhecimento pelo governo federal. “Vimos o contraste social que essa comunidade vive e os condomínios de luxo. Com o reconhecimento, essas famílias garantirão seus direitos e conquistarão dias melhores”, ressaltou.

A área onde a comunidade está situada é uma fazenda com 10 mil hectares que pertencente aos herdeiros de Roberto Cunha Lima.

 

 

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