Frei Anastácio denuncia promotor de justiça e prefeitura de Pilar por agressão ao meio ambiente

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) denunciou, hoje (01), que a prefeitura de Pilar, com apoio de um promotor de justiça que atua no município, cometeram crime ambiental, ao invadir uma área de preservação dentro de um assentamento da reforma agrária para depositar lixo. “O pior de tudo é que utilizaram máquinas distribuídas pelo governo federal, através do PAC 2, para cavar as valas onde o lixo foi depositado”, disse o parlamentar.

Frei Anastácio fez a denúncia com a exibição de fotografias que ele fez, durante visita ao local, depois que recebeu a denúncia realizada pelos trabalhadores do assentamento Boa Sorte, ligado ao Instituto de Terras da Paraíba (Interpa).

“O mais surpreendente é que os trabalhadores descobriram que a prefeitura de Pilar estava colocando lixo do município e mais 15 cidades consorciadas, na área destinada para reserva ambiental do assentamento”, disse Frei Anastácio.

O deputado relatou que outro absurdo foi a utilização das máquinas do PAC 2, destinadas para beneficiar a agricultura família, usadas para abrir um buraco de 20 metros de largura, por 100 de comprimento, com quase 3 metros de profundidade. “Segundo informações que tivemos no local, o promotor de justiça município, Aldenor Medeiros, autorizou o despejo desse lixo, sem nenhum tratamento, nessa reserva permanente, sem ter autorização de nenhum órgão ambiental nem do Interpa”, denunciou o deputado.

O assentamento tem 735 hectares, com área de preservação ambiental de 146 hectares. “Os trabalhadores revoltados com a invasão de suas terras, e com o crime ambiental, sexta passado fecharam com arame farpado a entrada aberta pelas maquias para jogar lixo no local.

 

Audiência com a Sudema

Frei Anastácio informou ainda que, ontem (30), foi realizada uma audiência em Pilar entre o promotor, Sudema e representantes dos trabalhadores, que apresentaram a documentação da área. “A Sudema informou que a prefeitura, juntamente com o promotor não podem utilizar a área do assentamento como deposito de lixo”, disse o deputado acrescentando que aquele assentamento teve as terras desapropriadas através do crédito fundiário, e que os trabalhadores ainda nem terminaram de pagar o que devem ao governo.

“O que aconteceu em Pilar foi uma atitude abominável, típica de ditador, que de forma truculenta, tenta impor o terror à população. Estarei acompanhando este caso de perto, para defender os trabalhadores. E quem for mais a fundo saberá o que está acontecendo”, afirmou o deputado.

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