Frei Anastácio destaca importância da agricultura familiar no Dia Mundial da Alimentação

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) registrou hoje, na Assembleia Legislativa, a passagem do Dia Mundial da Alimentação, marcado pela realização da Feira Agroecológica, no Museu do Algodão, na Estação Velha, em Campina Grande. O evento está sendo promovido, hoje durante todo dia de hoje (16), pela Articulação do Semiárido Paraibano (ASA).

“Os manifestantes estão dialogando com a população perguntando: “O que te alimenta?”, “Quem te alimenta?” “, “O que você alimenta, quando se alimenta?” A intenção é provocar o debate sobre quem de fato alimenta a população”, disse Frei Anastácio.

O deputado lembrou que de acordo com o último senso agropecuário do IBGE, a agricultura familiar é a responsável pela produção de 75% de tudo que se consome no país e a geradora de 74,4% de todos os empregos na área rural. “O objetivo do evento é chamar a atenção para a data e conscientizar a população sobre a importância de uma alimentação saudável, que respeite o meio ambiente e a saúde das pessoas”, destacou o deputado.

 

Marcha dos sem terra

Frei Anastácio também registrou a marcha dos trabalhadores sem terra, que saíram da divisa de Pernambuco com a Paraíba e chegaram ontem a João Pessoa. “Eu acompanhei toda caminhada dos trabalhadores que estão acampados no Incra, desde ontem”, informou.

Uma das reivindicações dos trabalhadores é resposta da Secretaria de Segurança Pública do Estado, sobre o caso dos três policiais pernambucanos que tentaram invadir o acampamento Wanderley Caixe, onde foram desarmados, detidos e entregues a polícia, no dia 5 deste mês.

“Enquanto eles foram afastados das funções, presos e respondem a processo administrativo em Pernambuco, aqui na Paraíba o caso foi invertido. Em vez de investigar e indiciar os policiais, aqui no estado a Polícia Civil está procurando incriminar os sem terra que agiram em legítima defesa, ao desarmar e prender os policiais que invadiram o acampamento armados. Os trabalhadores querem uma resposta sobre isso”, disse Frei Anastácio.

O parlamentar relatou ainda que os sem terra querem a agilidade do processo de desapropriação das terras da usina Maravilha, onde 1.300 famílias estão acampadas desde o mês de julho.  “As famílias já estão com mais de mil hectares de plantação na área e precisam de uma definição sobre a desapropriação das terras. Amanhã, haverá mais uma reunião entre os líderes dos sem terra e vários autoridades, no Ministério Público Federal, para tirar encaminhamentos sobre o processo de desapropriação”, destacou Frei Anastácio.

 

Crítica a chefe da Casa Civil

Frei Anastácio também criticou a ausência do chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Lúcia Flávio, que havia se comprometido a comparecer a uma reunião com o juiz da comarca de Pedras de Fogo, realizada segunda-feira (14), e não foi. O parlamentar elogiou a decisão do juiz Wiliam Fragoso, que suspendeu a ação de reintegração de posse das terras onde os trabalhadores estão acampados, até que sejam esgotadas todas as discussões em torno do problema. “Esperamos que governo do estado, Incra e Ministério Público Federal cheguem a uma solução o mais rápido possível”, afirmou o deputado.

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