Frei Anastácio diz que bancos oficiais dificultam habitação popular para o campo

IMG-20150310-WA0010O deputado estadual Frei Anastácio (PT) disse, hoje (10), que os bancos oficiais burocratizam demais a liberação de projetos e recursos para construção de casas para os assentados da reforma agrária. “Quando as construções eram administraras pelo Incra, não havia essas dificuldades.Mas, com os bancos, as famílias do campo estão sofrendo muito”, disse Frei Anastácio.

A declaração de Frei Anastácio foi dada durante a ocupação das agências da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, por 700 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Comissão Pastoral da Terra (CPT), na Avenida Epitácio Pessoa, na capital paraibana, hoje no final da manhã. “Estamos apoiando a jornada de luta das mulheres, por entendermos que as reivindicações são justas”, disse o deputado.

O parlamentar citou que seria necessária a construção de mais de  três mil casas para atender a demanda do campo. Mas, essa meta está longe de ser atendida. “O MST, por exemplo, está reivindicando liberação de recursos para dar prosseguimento a construção de 320 casas. As mulheres só irão desocupar a agência da Caixa, depois que for liberada a quantia de R$ 3 milhões para o projeto de habitação, que vem se arrastando há vários anos”, informou Frei Anastácio.

No caso da ocupação do Banco do Brasil, segundo o deputado, a reivindicação é a agilização do projeto de construção de 150 habitações rurais, por aquela unidade financeira. De acordo com o deputado, ficou decidido que o Banco irá realizar uma força tarefa para resolver o problema até o fim deste mês. A jornada das mulheres do MST está acontecendo em todo o país, com manifestações e ocupações buscando melhorias para as famílias do campo.

Jornada na Paraíba

Na Paraíba, as ações das mulheres começaram ontem, no litoral sul, com ocupação do engenho da Usina Giasa, atualmente sob o registro de BioSev, pertencente a um grupo francês, sendo um dos proprietários o jogador de futebol Zinédine Zidane.

A empresa trabalha com a monocultura de cana de açúcar, com cerca de 32 mil hectares, mas a área ocupada por quase 400 mulheres, são de cerca de 200 hectares. Durante a ocupação, elas já começaram a plantar feijão e macaxeira, com palavras de ordem “Cana de açúcar não enche prato”.

As atividades da jornada de luta objetivam discutir, entre outras coisas, os impactos desse modelo de desenvolvimento na vida das mulheres camponesas e mostrar que é possível um projeto de agricultura baseado na agroecologia.

Flores na Assembleia

Pela manhã, Frei Anastácio realizou pronunciamento na Assembléia Legislativa, homenageando as mulheres pela passagem do Dia Internacional da Mulher. Em nome de Margarida Maria Alves e Elizabeth Teixeira, dois ícones da reforma agrária na Paraíba, o deputado distribuiu flores no plenário e nas galerias do Poder Legislativo. As margaridas foram recebidas com satisfação, pelas mulheres e homens presentes, inclusive todos os deputados.

“Os 36 parlamentares desta casa representam todo o estado, conseqüentemente, distribuindo essas margaridas com cada um deles estou contemplando todas as mulheres da nossa Paraíba”, disse o deputado.

Mulheres do MST

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