O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) criticou a política de desmonte da educação superior promovida pelo governo Bolsonaro, que em dois anos de gestão aplicou um orçamento menor do que o de 2015, ano em que o governo Dilma estava em crise profunda. “No caso do governo Bolsonaro, o que vemos é um desmonte da educação superior no Brasil. A média em dois anos é uma aplicação de apenas 10% do orçamento previsto para investimento”, afirmou.

O parlamentar relatou que em 2019, Bolsonaro aplicou apenas 6% do orçamento destinado a investimentos nas instituições. “No ano passado, enquanto privilegiou as forças armadas, os investimentos no ensino superior ainda foram menores que em 2015. Representaram apenas 16% das rubricas. E mais de um terço dos recursos, usados no ano passado, são relacionados às ações emergenciais de enfretamento à pandemia, não foram aplicados diretamente como investimento na educação”, disse o deputado.

Frei Anastácio citou que o Jornal Folha de São Paulo fez uma ampla matéria, publicada na edição de segunda-feira (15), sobre esse assunto, e procurou ouvir o Ministério da Educação sobre esse pouco investimento na educação. “A resposta que o governo deu ao jornal foi o silêncio. Esse governo não está preocupado em melhorar a educação do país, e, sim em destruir o que existe”, afirmou.

Orçamento para 2021 com corte de 21%

O parlamentar acrescentou que a reportagem mostrou que os investimentos do governo não acompanham nem o crescimento no número de matrículas nas universidades e institutos federais, que foi de 10%. “O pior é que diante de todo esse desmonte, o orçamento para este ano está 21% menor que no ano passado. A situação é de mal a pior. Tem dinheiro para comprar votos de deputados e senadores, através de emendas extras, farra com recursos para as forças armadas comprarem até bebidas alcoólicas, mas para educação é só corte”, relatou.

O parlamentar lembrou que no início de 2020, antes da pandemia, visitou o campus da UFPB em Mamanguape  – para onde destinou emenda parlamentar de R$ 250 mil -,  e saiu de lá muito triste com a precariedade em que se encontrava o local. 

“Estive no campus IV, em Mamanguape, onde 2,5 mil alunos já enfrentavam dificuldades com o ensino. “O clima no campus era de muita tristeza. Nos outros campi, a situação não é diferente: preocupação e revolta da comunidade acadêmica. Nossa bancada no Congresso Nacional continuará com a luta contra esse desmonte promovido por esse governo destruidor. Tudo que vier para enfraquecer o ensino, nós votaremos contra ”, afirmou o deputado.

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