O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) é um dos três parlamentares da bancada federal paraibana, na Câmara, que votaram pela derrubada do veto de Bolsonaro que congela salários e proíbe qualquer tipo de benefício para os servidores públicos nas esferas federal, municipal e estadual, até 2021. O veto foi derrubado pelo Sanado, mas a Câmara manteve. “Enquanto o governo algema os servidores púbicos, no mês de julho, concedeu reajuste de 73% na bonificação das forças armadas. Para os protegidos pode tudo”, disse o deputado.

Esse benefício, já incorporado na folha de julho, custará aos cofres públicos R$ 26,54 bilhões em cincos anos. “Essa benesse para os protegidos de Bolsonaro, terá impacto de R$ 1,3 bilhão este ano. Para conceder esse reajuste, não houve nenhuma restrição nem choradeira de Paulo Guedes que um carrasco dos servidores públicos, apoiado por Bolsonaro. É verdade que esse reajuste fez parte da Reforma da Previdência dos Militares, mas diante da Pandemia deveria ficar congelado também até 2021”, destacou.

Frei Anastácio relatou também que Bolsonaro ainda concedeu  reajuste salarial para as polícias Civil e Militar do Distrito Federal, Amapá, Roraima e permitiu reforma na carreira da Polícia Federal. “Quando é para  beneficiar os protegidos, Bolsonaro não reclama de nada. Mas, quando se fala nos outros servidores públicos, que não são militares, Paulo Guedes já falou até em bomba no bolso do “inimigo”, se referindo a eles. Isso é um absurdo. O governo tem a obrigação de tratar todos iguais”, disse.

Números Fake News

O congressista criticou ainda o alarde que Paulo Guedes fez com números que, segundo economistas dos grandes jornais e do setor privado, não são verdadeiros. “O Governo alarmou que reajustes para servidores custariam R$ 130 bilhões para o governo. Economistas do setor privado alegam que esse valor é extremamente exagerado, para assustar a sociedade. Eles afirmam que o impacto não passaria de R$ 10 bilhões para os cofres públicos. Eu também deixo aqui toda minha solidariedade e respeito aos servidores públicos que chegaram a ser chamado de “câncer do serviço público” pela grande mídia”, concluiu.

Veja como votou a bancada da Paraíba, na Câmara:

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