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O deputado federal Frei Anastácio representou, hoje (12), a liderança do Partido dos Trabalhadores, na Sessão Solene realizada na Câmara Federal, em Homenagem à Campanha da Fraternidade. “Como religioso Franciscano e Padre tenho a certeza da importância da campanha não apenas para os fiéis, mas para toda a sociedade brasileira”, disse o deputado.

O parlamentar disse que a edição deste ano, mais uma vez promovida pela CNBB, traz o tema que traduz a realidade do país: “Fraternidade e Políticas Públicas” e como lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça (Is 1:27)”. O deputado disse que o tema e o lema da campanha são um alerta para o momento em que vive o Brasil.

“Não poderia ter sido escolhido nada tão oportuno, sobretudo, pelo atual momento por qual passa o nosso país. Temos um governo autoritário, que não se preocupa com o bem estar do povo. Um exemplo disso se deu no último dia 20 de fevereiro, quando o Presidente da República, Jair Bolsonaro, entregou a cruel reforma da previdência. Uma reforma que só traz prejuízos para a população, sobretudo, para os mais humildes. Uma reforma que penaliza as mulheres, os idosos carentes, os servidores públicos e, mais ainda, os trabalhadores rurais”, disse o deputado no discurso no plenário da Câmara.

Frei Anastácio acrescentou que além da reforma, tem ainda a Medida Provisória 871 que oprime os segurados do INSS. “Uma MP que cancela benefícios e pode até confiscar bens, por exemplo, de trabalhadores rurais, portadores de deficiência e idosos carentes. Por onde passo, na Paraíba, estou presenciando muita preocupação da população diante desse conjunto de medidas que só penalizam a classe trabalhadora. Nos últimos dias, participei de várias atividades na Paraíba, todas voltadas para esses dois temas: Reforma da Previdência e Medida provisória 871”, destacou.

O parlamentar anunciou que sexta-feira, por exemplo, cerca de 10 mil trabalhadores rurais realizarão protesto em João Pessoa, contra a Reforma e a Medida Provisória. Uma manifestação organizada pela Federação dos Trabalhadores e Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do estado da Paraíba (Fetag).

Campanha da Fraternidade

Sobre a importância da Campanha da Fraternidade, Frei Anastácio disse que “é uma iniciativa de uma beleza extraordinária, que começa nos primórdios da década de 1960, com uma tradição que se renova a cada ano. Isso, graças à extrema dedicação e amor ao próximo que norteiam a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em 1961, no Brasil, três padres, responsáveis pela Cáritas no Brasil, idealizaram uma campanha, que tinha por objetivo angariar fundos para atividades assistenciais.

A esta ideia deram o nome de Campanha da Fraternidade, realizada pela primeira vez na Quaresma de 1962, em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Eu tenho parte nesta história, que tomou uma repercussão extraordinária e que rapidamente, no ano seguinte, em 1963, dezesseis dioceses do Nordeste realizaram a campanha.

Apesar de não obterem êxito financeiro, essas campanhas foram embriões para que a Campanha da Fraternidade despertasse interesse em todo o país. De modo que, na Quaresma de 1964, foi lançada e divulgada pela CNBB a primeira Campanha da Fraternidade de abrangência nacional, com o tema “Igreja em Renovação”, sob responsabilidade do Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência na época estava a Cáritas Brasileira.

A Campanha da Fraternidade hoje é uma instituição de mais de meio século de história, que muito contribui para a sociedade brasileira. Ela nasceu no contexto do Concílio Vaticano II, que iniciou um tempo de renovação na Igreja, trazendo muitas luzes para todas as realidades da Igreja.

O grande objetivo da Campanha da Fraternidade é despertar nas pessoas o senso de Justiça Social, de fraternidade e de amor ao próximo. É recordar que todos nós somos irmãos e irmãs. Para isso, a cada ano, a Igreja no Brasil escolhe uma temática que ajudam as nossas comunidades e toda a sociedade civil a ampliar sua reflexão sobre o tema em questão.

Nomes como os de Dom Hélder Câmara, Arcebispo de Olinda e Recife – PE, e Dom Eugenio Sales, Arcebispo de Natal – RN, foram às colunas vivas do evangelho de Cristo, que alicerçaram o inicio da Campanha da Fraternidade”, finalizou.

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