O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) afirmou que a proposta do Governo Federal de fatiar os Institutos Federais de Educação (IFs), com a criação de dez novas reitorias, é mais um ataque de Bolsonaro contra a educação. “Essa divisão irá fragilizar ainda mais os recursos para os Institutos, que já sofrem com falta de verba, além de deixar nas mãos do presidente a indicação autoritária desses novos dirigentes”, disse o deputado. 

Frei Anastácio disse que está muito clara a intenção de Bolsonaro com essa medida. “Ele quer impor dentro dos IFs, sua forma negacionista e ideológica que só provoca prejuízos para a educação, além de deixar a autonomia dos Institutos mais fragilizada. Essa será mais uma intervenção de Bolsonaro na educação”, afirmou.

O parlamentar alertou que a proposta é tão séria que o ministro da educação, Milton Ribeiro, já foi convocado para ser ouvido pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. “Ele terá que dar explicações sobre as alterações propostas pelo governo nos IFEs, que já sofrem com a redução de 20% do orçamento”, frisou. 

Proposta sem ganho para educação

O deputado destacou que a proposta de ampliação da rede de instituições públicas, dessa forma proposta pelo MEC, não contempla o que é defendido pela educação. “O que defendemos é a ampliação de mais investimentos, construção de novas unidades ou de vagas oferecidas. Na verdade, estão querendo criar só dez novas reitorias. Uma intenção clara de implantação de interferência ideológica. Nada de melhora para a educação”, explicou o deputado.

O parlamentar destaca que essa ação do Governo é um atentado à autonomia dos Institutos Federais. “Bolsonaro já mostrou que não respeita a autonomia  e a democracia dos institutos. Ele já nomeou vários reitores que não tiveram a maioria dos votos, como é o caso do reitor Valdiney Gouveia da Universidade Federal da Paraíba e mais 17 outras instituições de ensino superior”, comentou.

Frei Anastácio lembra ainda que a criação de cada uma dessas reitorias custaria R$ 8 milhões aos cofres públicos. “Bolsonaro vem cortando recursos da Educação desde o início do seu Governo e agora sugere criar mais gastos para a pasta. Isso só prova que a questão nunca foi orçamentária, mas sim o projeto de sucateamento da educação pública e da realização de interesse próprio e de seus aliados”, criticou. 

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