O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) disse que o Dia da Consciência Negra representa, no Brasil, uma data símbolo de luta contra a sociedade que, mesmo em pleno século XXI, ainda oprime a população negra. “O racismo não escolhe pessoas, nem lugares. Ainda está arraigado na sociedade, é estrutural. Recentemente, vimos o caso do cantor e compositor Chico César, que sofreu ataques racistas de um locutor de rádio no Conde. Em nome de Chico César deixo meu repúdio a todo tipo de opressão contra a população negra”, disse o deputado.

Frei Anastácio enfatiza que a data de 20 de novembro representa a celebração da resistência do povo negro. “É uma luta que nos inspira a batalhar por uma sociedade livre de toda forma de opressão. Uma resistência que precisa se renovar a cada dia”, afirmou.

O Brasil tem uma dívida impagável com os negros. “Foi pensando nisso, que o governo do PT implantou várias políticas de inclusão e diversidade nas mais diversas áreas de nosso país. Infelizmente, o governo que assumiu o poder está destruindo tudo”, lamentou.

O deputado enfatizou que “nosso país é tão racista que até em nossa língua existem palavras e expressões racistas, que são usadas naturalmente no dia a dia. Exemplos disso são: denegrir imagem, criado mudo, dia negro, nuvem negra, magia negra, vou deixar claro, entre outras”, disse.

Para combater esse tipo de racismo precisamos de um governo comprometido com a luta e capaz de criar políticas públicas antirracistas. “Infelizmente, nem os órgãos que têm o objetivo de celebrar a cultura negra e combater práticas racistas, como a Fundação Palmares, não estão em consonância com a luta da população negra. A luta antirracista está diretamente ligada à luta  contra o Governo Bolsonaro. Uma luta depende da outra”, afirmou.

Frei Anastácio também homenageou Zumbi dos Palmares. Segundo ele, Zumbi foi um grande líder da resistência contra a opressão aos negros. “Ele é um herói nacional. No quilombo dos Palmares, Zumbi resistiu ao lado de negros, índios e brancos que apoiavam a luta contra a opressão”, disse.

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