Frei Anastácio diz que invasão a escola do MST, em São Paulo, é perseguição aos movimentos sociais

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) registrou hoje (8), na Assembleia Legislativa, a invasão da Polícia Civil de São Paulo à Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, em Guararema, região metropolitana de São Paulo, na sexta feira passada. “Isso mostra o reflexo de um governo que se instalou no Brasil, que quer desmobilizar os movimentos sociais”, disse o deputado.

Frei Anastácio relatou que os policiais pularam a janela, atiraram com armas letais para o alto e para o chão e ameaçaram funcionários quando cerca de 200 alunos assistiam às aulas. Duas pessoas foram detidas, um senhor de 64 anos e uma voluntária professora de música. O idoso teve algumas costelas quebradas pela truculência dos policiais.

“Esse tipo de ação se viu em 1964, e nos anos que se seguiu o golpe militar. Nos primeiros dias do golpe, esse tipo de repressão atingiu com violência os principais setores políticos e movimentos de esquerda. Dessa vez, o que se configura não é um golpe militar, apoiado pela burguesia. É um golpe político e jurídico, mas claro apoiado novamente pela burguesia insatisfeita em compartilhar escolas com a classe humilde, cursos superiores e muito outros espaços democráticos que foram instalados no Brasil”, disse o deputado.

Frei Anastácio apoia ocupações de estudantes

Frei Anastácio também participou de sessão especial, na Assembleia, que discutiu a ocupação de escolas na Paraíba contra a PEC 241. Segundo o parlamentar,o movimentos dos estudantes é legítimo e providencial.  “Eu acredito que a presença dos estudantes nas ruas, nas ocupações de escolas é de fundamental importância para o momento que o país atravessa. Os estudantes têm um papel importante na luta pela democracia do país. Foi assim em 1964, com a resistência ao golpe militar,aconteceu nas diretas já, e agora com a presença desse governo ilegítimo que está no país”, disse Frei Anastácio.

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