Frei Anastácio diz que não é baderneiro, governador é que mudou de lado

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) protestou hoje (22), na Assembleia Legislativa, contra o fato de ter sido chamado de baderneiro pelo governador do estado e alguns secretários. “Eu não sou baderneiro como eles disseram. Quero afirmar aqui que eu estou no lugar em que sempre estive. O que não é o caso do governador e seus aliados que mudaram de lado e abandonaram os movimentos sociais, principalmente os do campo”, disse o deputado.

Segundo o petista, o governador e os aliados deixaram de lado o discurso de apoio aos movimentos sociais. “Eu estou desse lado, há mais de 30 anos e vou seguir firme apoiando a luta dos que mais precisam. Mas, quero dizer que não sou eu quem organiza manifestações. Toda essa programação que está em curso, na capital, é da Via Campesina, formada por diversas entidades sociais organizadas. Não é do Frei Anastácio, nem do MST. O movimento é de um conjunto de entidades”, explicou o deputado.

Frei Anastácio disse ainda que o culpado de tudo que aconteceu no Centro Administrativo é o governador do estado. “Ele não quis receber os representantes da Via Campesina, quinta-feira da semana passada. Com isso, as entidades ficaram revoltadas e organizaram o protesto. Não foi Frei Anastácio. Eu não tenho esse poder de mandar nas entidades, nem quero. Os movimentos sociais são democráticos”, afirmou.

 

Pauta de reivindicação para o governador

O deputado explicou ainda que os sem terra tem uma pauta de reivindicação a ser cobrada do governador. Entre as reivindicações estão a perfuração de 30 poços tubulares, limpeza de açudes e liberação de máquinas para construção de barragens subterrâneas, contrapartida de 50% do valor do projeto de implantação do assentamento Nova Vida I, nas várzeas de Sousa, em parceria com o Incra.

Segundo Frei Anastácio, a Via Campesina quer ainda que o governo do estado faça o abastecimento de água em 20 áreas da reforma agrária, liberação de R$ 2 milhões, através do projeto Cooperar para construção de açudes nos assentamentos. “São muitas outras reivindicações. Entre elas, estão também a liberação de R$ 15 milhões para convênio entre o governo do estado com o BNDES para projetos de reestruturação das cadeias produtivas no Curimataú, Cariri e Sertão”, disse Frei Anastácio.

O deputado Anísio Maia (PT) também se manifestou em defesa da Via Campesina, na Assembleia Legislativa. Ele disse que o único culpado pelas manifestações ocorridas é o governador Ricardo Coutinho. “É um gestor que governa com promessas e não fez nada pela reforma agrária. O povo não suporta mais isso”, disse Anísio.

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