O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) reafirmou seu voto contra a PEC Emergencial 186/2019, na qual Bolsonaro condiciona o retorno do auxílio emergencial ao fim da obrigatoriedade de aplicação do índice mínimo em saúde e educação. “Só na  educação, a estimativa da Fineduca – Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação -, a perda será de R$ 92 bilhões”, disse o deputado.

O parlamentar acrescentou que na saúde, se essa PEC for aprovada, “haverá uma completa desestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS). E isso acontecerá justamente em plena pandemia, quando o povo brasileiro mais precisa e precisará do SUS, depois que passar esse sofrimento de infectados e mortos”, disse o deputado.

Frei Anastácio relata ainda que a PEC prevê redução de até 25% dos salários e a jornada dos servidores dos três poderes. “Além disso, essa PEC do mal suspende progressões automáticas, aumentos salariais, auxílios e reestruturação de carreira no serviço público”, afirmou.

Sociedade precisa de unir

O deputado ressaltou que é momento da sociedade se unir para pressionar o Congresso no sentido de que essa PEC não seja aprovada como está. “Será um desastre para a educação e a saúde do nosso país, se essa PEC de Bolsonaro for aprovada como ele quer. Eles querem destruir os bens mais preciosos da população, assegurados pela Constituição de 1988. Essa PEC representa uma das mais graves ameaças ao povo brasileiro, por esse governo que se instalou no Brasil”, afirmou.

A Constituição determina que a União, estados e municípios são obrigados a investir 25% da receita em educação. Para a saúde, são 15% para União e municípios e 12% para os estados. “Se a PEC do mal for aprovada, nada disso existirá mais. A educação e a saúde serão feridas mortalmente”, concluiu.

DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here