Frei Anastácio diz que retirada de recursos do viaduto do Geisel é retaliação política barata

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) criticou duramente, hoje (14), na tribuna da Assembleia Legislativa, a retirada dos recursos destinados à construção do viaduto do Geisel, em João Pessoa, o valor R$ 17,8 milhões. “Isso é pura retaliação política barata, simplesmente, pelo fato do Governador Ricardo Coutinho não ter se curvado ao golpe dado à democracia do Brasil”, disse o deputado.

De acordo com o parlamentar, “quem insuflou o ministro das Cidades, Bruno Araújo, do PSDB, a tomar essa posição, não atingiu só governo da Paraíba, mas sim o povo de João Pessoa e a população da Paraíba. Aquela obra é de interesse de todos. Aquela região tem um dos piores trânsitos da cidade, principalmente nas horas da manhã e da noite quando as pessoas estão indo para o trabalho e retornando para casa”, disse o deputado.

O deputado lamenta que em nota, o ministro alegue que não é possível liberar o dinheiro do convênio de uma só vez. “Ora, se as licitações já previam o gasto da construção, se há prestações de contas periodicamente, porque não se pode ter o recurso na conta do estado”, indagou o petista.

O parlamentar também criticou o ministro que afirma na nota que a Paraíba tem tratamento privilegiado. “Que tipo de argumento é esse? Digam-me caros colegas, se vão pagar em parcelas, porque não retirou apenas uma parte do recurso. O que ele fez foi retirar tudo que o governo legítimo de Dilma destinou para essa obra. Quantos anos nosso Estado ficou esquecido pelo governo do PMDB e PSDB? Não só nosso Estado como o Nordeste desse país. Essa é uma gestão sem pé nem cabeça, ou melhor, com várias cabeças que aos poucos vão começar a se bater. Não sabem administrar e muito menos dialogar. São elitistas, vingativos, cruéis com a população humilde”, afirmou.

Frei Anastácio alfinetou ainda o ministro das Cidades dizendo que ele é um dos políticos que tiveram seus nomes citados em planilhas da Odebrecht, apreendidas durante a Operação Acarajé, da Policia Federal, no final de março com cerca 300 mil reais. “Quem quiser, pode acompanhar os sites de notícias. Sabemos que forças do Estado estão operando para o quanto pior, melhor. Não vamos permitir que por causa de um discurso sem fundamento retirem o que é nosso por direito”, ressaltou.

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