O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha a decisão da ministra Rosa Weber, sobre a suspensão de vários trechos dos quatro decretos de Bolsonaro que liberam a compra de armas e munição. “Os decretos de Bolsonaro, além de armar a população, deixam atiradores, colecionadores e caçadores com um arsenal de forças  armadas”, alertou.

Frei Anastácio argumenta que só os grupos formados por caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) somam um público acima de 400 mil pessoas, no país. As forças armadas possuem menos de 340 mil homens na ativa. “Se a gente fizer a conta de que cada atirador teria direito a 60 armas, o caçador 30 e colecionador 10 armas, isso formaria uma força de fogo absurda nas mãos desses grupos. Sem falar na permissão ampliada na compra de munição, que chega a assustar”, disse.

O parlamentar também destacou que os decretos permitiam que adolescentes entre 14 e 18 anos poderiam praticar tiros, aumento para seis armas destinadas ao cidadão comum, sem falar em outras categorias que também teriam direito a mais armas e munição. “Isso realmente causa terror. É bom lembrar que a decisão da ministra foi atendendo a uma ação direta de inconstitucionalidade impetrada pelo Partido dos Trabalhadores”, lembrou.

Milícias e bandidos

O petista alerta que além de aumentar a violência, grande parte dessas armas cairia nas mãos dos bandidos. “As milícias, que sempre tiveram apoio de Bolsonaro, seriam as grandes beneficiadas com armamento. Na verdade, se esses decretos não forem derrubados, o Brasil será um cenário de violência absurdamente maior do que já existe hoje. Um banho de sangue”, alertou.

O congressista disse que essa foi uma promessa de campanha de Bolsonaro. “Mas, com tanta arma assim, não tem como não levantar suspeitas sobre o que ele planeja dando todo esse poder de fogo, principalmente, aos grupos que o apoiam. O que podemos dizer é que o Brasil precisa de saúde, vacina, educação para salvar vidas. Não de armas para matar. Isso é um absurdo. Parabéns, Ministra pela decisão. Esperamos que o STF mantenha a derrubada desses absurdos”, afirmou.

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