O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) classificou de atitude machista, o veto total que Jair Bolsonaro fez ao projeto de lei que dava preferência às mulheres chefes de família, no auxílio emergencial. “Com esse veto, o presidente deixa os homens livres para usarem o direito das ex-mulheres. É um veto machista”, disse o deputado.

O parlamentar explicou que o projeto dava prioridade à mulher chefe de família no pagamento do auxílio emergencial. Isso, quando houvesse informações desencontradas nas informações fornecidas para o cadastro. 

“Esse Projeto de Lei 2508/2020, foi criado para proteger as mulheres que, mesmo depois de separadas, e sustentando os filhos, estão perdendo o direito para os ex-maridos. Eles se cadastram, com informações falsas, como sendo os chefes de famílias que estão cuidando dos filhos e deixam a ex-mulheres prejudicadas”, explicou.

Apoio à fraude

A Lei do auxílio emergencial concede um benefício no valor de R$ 600, em três parcelas. Sendo que, para as mães chefes de famílias, as parcelas são pagas em dobro: R$ 1,2 mil. O novo projeto também previa essa mesma ajuda, durante a pandemia, para os pais solteiros. Mas, o Presidente da República vetou tudo.

Segundo Frei Anastácio, esse projeto aprovado pelo Congresso foi criado para proteger as mulheres que, mesmo depois de separadas, e com os filhos, estão perdendo o direito para os ex-maridos. “Com esse veto, Bolsonaro permite que homens, separados, e que não sustentam a família, continuem se aproveitado para receber o valor. O presidente está dando carta branca para essa fraude. Espero que o Congresso Nacional tome as providências justas em relação a esse projeto”, cobrou.

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