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O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) criticou Bolsonaro por ter vetado agricultores familiares e assentados da Reforma Agrária, do texto que ampliava o auxílio emergencial para outras categorias de trabalhadores informais, no Projeto de Lei 873/2020, aprovado pelo Congresso Nacional.

 “Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Bolsonaro deixou 6,8 milhões de agricultores desamparados, com o veto, sem falar nas outras categorias”, disse o deputado.

Frei Anastácio citou que a Contag divulgou nota técnica mostrando que os motivos alegados por Bolsonaro para o veto, não justificam a decisão para deixar milhões de pessoas desamparadas, diante da pandemia causada pelo Coronavírus. 

 

Insensibilidade de Bolsonaro

 

“Na verdade, segundo a nota da Contag, o governo usou mais de suas conveniências políticas do que critérios técnicos para fazer o veto. Falta sensibilidade do presidente para reconhecer a situação de milhões de pessoas que fornecem mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros”, disse o deputado.

Para o congressista, Bolsonaro nunca escondeu que é um inimigo da Agricultura Familiar. “Agora, ele só dá a cartada que confirma sua falta de preocupação com as pessoas que mais levam alimento à mesa do brasileiro, que são os assentados e os agricultores familiares”, comentou. 

Além de penalizar a população do campo, Bolsonaro vetou também pescadores, manicure, artistas, profissionais de educação física, entregadores, motoristas de aplicativo, caminhoneiros, catadores de caranguejo, marisqueiros, diaristas, taxistas, catadores de materiais recicláveis, entre outros.

“Bolsonaro justificou o veto dizendo que a ampliação desse auxílio para essas categorias só geraria mais despesas. Acredito que na situação que o país se encontra, não podemos pensar nas pessoas como despesas ou como números, devemos pensar na situação que estas pessoas estão enfrentando e na sobrevivência das famílias. Há, no presidente, uma profunda falta de sensibilidade. Vamos lutar para derrubar o veto, uma vez que a inclusão dessas categorias no PL 873/2020, foi uma ação do PT e dos outros partidos de oposição”, anunciou o deputado.

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